Protestos em Hong Kong fazem China intensificar perseguição aos cristãos

Funcionário do Departamento de Assuntos Religiosos chegou a defender o fechamento de todas as igrejas.

Hong Kong tem os maiores protestos desde 1997. (Foto: Athit Perawongmetha/Reuters)
Segundo a revista de liberdade religiosa Bitter Winter, muitos cristãos de Hong Kong têm participado ativamente das manifestações antigovernamentais da região que pedem democracia, anistia para mais de 6.400 pessoas presas até agora e uma investigação independente sobre ações policiais.

Essa participação, porém, tem levado as autoridades comunistas da China a intensificarem a perseguição a cristãos, até mesmo os que estão na parte continental do país e que frequentam igrejas legalizadas, incluindo a Three-Self.

Em 28 de outubro de 2019, quando uma igreja do condado de Anyuan, sob a jurisdição da cidade de Ganzhou, na província de Jiangxi, no sudoeste, foi ao Departamento de Assuntos Religiosos local para renovar a permissão da igreja, eles foram informados por um funcionário que “foi decidido em uma reunião que todas as reuniões religiosas devem ser proibidas e as igrejas devem ser fechadas”.

O funcionário argumentou ainda que, porque muitos cristãos se envolveram nos “distúrbios” de Hong Kong e porque o cristianismo foi trazido para a China a partir do Ocidente, as autoridades comunistas estão preocupadas com o fato de que pessoas de fé na China continental possam ter contato com os crentes em Hong Kong e EUA, então todas as igrejas deveriam interromper suas atividades.

Também em outubro, os funcionários do Departamento de Assuntos Religiosos no condado de Wuning, sob a jurisdição da cidade de Jiujiang, em Jiangxi, invadiram o local da reunião de uma igreja local da Three-Self, denominação que sofre forte influência do Partido Comunista da China.

Eles destruíram sua cruz, removeram as palavras “Igreja Cristã” da parede e derrubaram todos os símbolos religiosos, pelo motivo de os cristãos de Hong Kong estarem envolvidos nos “distúrbios”. Após o ataque, uma bandeira nacional chinesa foi deixada no topo da igreja.

O Bitter Winter cita ainda outras situações de perseguição registradas por conta dos protestos em Hong Kong, como a convocação de um pregador e um líder de uma igreja doméstica na cidade de Ganzhou, em Jiangxi, que precisaram assinar uma declaração prometendo não ir para a ilha e tiveram seus passes de viagem confiscados.
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