Universidade apoia exposição de Bíblia profanada e Cristo com imagem satânica, nos EUA

Declaração da USM trata caso como direito à liberdade de expressão e cristãos se mostram indignados.


Bíblia profanada exposta em Universidade americana. (Foto: Reprodução/Ben McCanna)
Riley Harris, uma estudante da Universidade do Sul do Maine (USM), criou a tela para um trabalho de classe. A intenção pretendida era transformar um livro em algo novo.

Para o trabalho, o estudante utilizou uma Bíblia, rangando e tingindo suas páginas de vermelho e saindo delas a figura de Cristo com uma cabeça satânica.

O membro de um grupo da igreja que aluga espaço na universidade chamou a peça de “inapropriada e repugnante”, mas o USM diz que está protegida sob liberdade de expressão.

O comentarista de rádio conservador Todd Starnes disse à CBN News que a peça se chama "Bíblia Profana: Edição Padrão Muito Revisada".

"Ele realmente arrancou páginas da Bíblia e as pintou para parecer chamas do lago de fogo. Então ele tirou retratos e pinturas e Cristo e no lugar da face de Jesus ele colocou uma imagem satânica”, descreveu o comentarista.

Harris, que se considera ateu, disse que o objetivo de sua exibição era questionar a autoridade.
"Eu estava pensando muito em questionar a autoridade em geral", disse o autor da “arte”.

Segundo ele, "as pessoas questionam diferentes tipos de autoridade, mas, por algum motivo, a autoridade religiosa parece um tabu demais para questionar, então pensei em tentar."

O CentralMaine.com relata que a exposição está em exibição em um prédio no campus onde grupos da comunidade e membros da igreja se encontram.

"Acho isso muito inapropriado e repugnante", disse Charlie Flynn, membro da Igreja de Cristo em Casco Bay. "Este é o texto sagrado de alguém sendo profanado, destruído e exibido em um local público".

Liberdade de expressão

A universidade afirma que Harris não está violando nenhuma regra e diz que “apoia os direitos de liberdade de expressão para todos os alunos, afirmados e defendidos pela Política do Sistema de Administração 212".

A política citada diz: "O Conselho de Curadores está comprometido em proteger os direitos que todos os membros da comunidade universitária compartilham da liberdade de expressão, o que inclui liberdade de expressão e reunião".

Flynn disse que a exposição não é sobre liberdade de expressão e considera a peça odiosa.
"Se eu visse um Corão com sangue de porco, certamente chamaria alguém ou uma Torá com alimentos impuros", disse ele. "Esta é uma Bíblia com a imagem de Satanás colocada sobre a imagem de Jesus e na época do Natal".

Harris não sente que sua peça esteja prejudicando ninguém, apenas fazendo as pessoas pensarem.
Starnes diz que esse ato não seria tolerado se fosse uma religião ou símbolo religioso diferente.

"Aqui nos Estados Unidos da América, somente cristãos e judeus podem ser atacados por suas crenças religiosas. É altamente improvável que você veja uma universidade como a Universidade do Sul do Maine aprovar um Alcorão profanado ou permita que um aluno leve fotos do profeta Maomé e colocar uma imagem satânica nesses tipos de coisas", declarou.

"Eu não acho que a universidade estaria gritando sobre liberdade de expressão se esse fosse o caso", diz ele.

Starnes acrescenta que protestar e marchar contra a exposição não resolverá o problema, argumentando que doadores, patrocinadores e comunidade empresarial devem ligar para a universidade e avisar que os fundos serão interrompidos se as pessoas de fé continuarem sendo atacadas.
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