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Mortes de cristãos perseguidos aumentaram 60% em um ano, diz relatório

 Em seu relatório atualizada para 2021, a Portas Abertas revelou duas tendências importantes de perseguição que seguiram em 2020.

Perseguição religiosa matou mais de 2.200 cristãos na Nigéria, em 2020. (Foto: Emmy Ibu/AFP via Getty Images)

O ano de 2020 seguiu a tendência do aumento da perseguição religiosa aos cristãos em todo o mundo, com os governos frequentemente usando as restrições da pandemia da Covid-19 como ferramentas de repressão, conforme anunciou o órgão de vigilância da perseguição aos cristãos, Portas Abertas (EUA) em seu relatório anual.

No relatório de 2021, a Portas Abertas revelou duas tendências importantes de perseguição em 2020. O número de cristãos assassinados aumentou 60% este ano, principalmente por causa da violência islâmica contra os cristãos nigerianos. Em segundo lugar, os governos anticristãos em todo o mundo usam as restrições da COVID-19 para perseguir os cristãos.

“O ano de 2020 foi um ano de incertezas e medo. Todos nós lutamos contra um vírus que não podemos ver a olho nu. Menos conhecidos, mas igualmente virais, têm sido a discriminação, o isolamento e a violência contra os cristãos, usando a Covid-19 como uma alavanca e como justificativa”, disse o presidente e CEO do Portas Abertas, David Curry, durante a conferência online para apresentação do novo relatório.

Na Nigéria, mais de 2.200 cristãos foram assassinados por radicais islâmicos. Este número representa um pouco menos da metade dos 4.761 cristãos mortos por causa de sua fé em todo o mundo, de acordo com estatísticas da Portas Abertas. A maioria dos cristãos mortos em 2020 perdeu suas vidas em ações de grupos extremistas, não de governos, disse Curry.

“Os extremistas [...] são encorajados pelo enfraquecimento do governo e as restrições do COVID-19, sabendo que podem roubar alimentos e suprimentos médicos de comunidades cristãs já em guerra em todo o mundo”, disse ele.

A violência cometida por islâmicos na Nigéria equivale a genocídio, disse Curry. Os ataques se espalharam para os países vizinhos. Em toda a África, mesmo países com grande maioria cristã, como Moçambique e Burkina Faso, sofreram perseguição islâmica. Bastam alguns extremistas para cometer violência contra os cristãos.

China e Índia

Outros focos de perseguição ao redor do globo incluem China e Índia, anunciou a Portas Abertas. Na China, o Partido Comunista reprimiu os cristãos usando tecnologia de vigilância. No último ano, integrou seu sistema de crédito social e videovigilância, permitindo rastrear seu pessoal e puni-lo por frequentar a igreja.

Na Índia, o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata encorajou a perseguição aos cristãos ao sancionar o extremismo hindu, apontou a pesquisa da Portas Abertas. O partido disse ao seu país que apenas os hindus são verdadeiramente indianos, disse Curry ao The Christian Post. Os líderes políticos desencorajaram a polícia de responder a ataques contra cristãos.

“Eu coloco a responsabilidade nas mãos do partido no poder, o BJP, que é muito nacionalista. Sua mensagem para a população foi, ‘queremos que a Índia seja uma nação hindu’”, disse Curry. “Tenho uma forte convicção de que se a maioria dos cidadãos indianos soubesse o que está acontecendo nessas comunidades cristãs, eles votariam em pessoas diferentes”.

Perseguição intensificada pela pandemia

As restrições em razão da pandemia da Covid-19 encobriram a perseguição em muitos lugares, disse Curry. Em muitos países, funcionários cristãos perdem seus empregos por causa da Covid-19. Então, os governos se recusam a fornecer ajuda aos crentes, enquanto os empregadores não os contratam de volta. Parece mais sofrimento causado por COVID-19, mas é uma perseguição silenciosa.

“No nordeste da Nigéria, os cristãos relataram apenas 15% das rações de emergência que outras pessoas receberam. A pandemia da Covid-19 claramente afetou todos nós ao redor do mundo, mas para alguns, sua fé os tornou mais vulneráveis”, disse ele.

Eventos semelhantes aconteceram na Índia, disse ele.

Perseguição severa

Pela primeira vez, todos os países na lista do Portas Abertas dos 50 principais perseguidores atingiram níveis muito altos de perseguição (severa), disse o relatório. Essa tendência provavelmente continuará, acrescentou Curry.

“As forças embutidas que estão impulsionando essas pontuações, extremistas religiosos, o extremismo hindu no Nepal e na Índia, grupos extremistas islâmicos que mais reconhecemos como Estado Islâmico ou Al Qaeda, essa é uma ideologia que não precisa de um território. Quando o Estado Islâmico foi vencido, esse câncer se espalhou pelo mundo. Essa tendência está ganhando força. Agora você também tem governos que podem usar a vigilância para observar o comportamento privado”, disse Curry.

Os cristãos enfrentam a maior perseguição em todo o mundo porque são a maior minoria religiosa em muitos países, disse ele.

“O número absoluto de [cristãos perseguidos] é significativo”, disse ele. “Há também outras religiões e queremos dizer que todos devem ter o direito de escolher sua própria fé. Trata-se de liberdade de consciência”, destacou ele.

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