Porchat diz que ‘se brinca, sim’ com religião, e pastor reage: ‘Progressismo maligno’

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Fabio Porchat continua capitalizando em cima da polêmica em torno do Especial de Natal do Porta dos Fundos e publicou um artigo em que diz que “com religião se brinca sim”. O pastor Renato Vargens usou as redes sociais para publicar uma réplica ao humorista, enfatizando que até o humor tem limites.

“Sinto lhe informar, mas com religião se brinca sim. Com qualquer uma. Se brinca com religião, com futebol, com política, com a minha mãe, com o Detran, com o que você quiser. Isso não sou eu que estou dizendo, é a Constituição brasileira. A ‘lei de Deus’ não existe para o nosso país”, escreveu Porchat.

Ainda segundo o humorista, roteirista do filme A Primeira Tentação de Cristo, a compreensão de mundo é individual: “Como você leva a sua vida é problema seu; como eu levo a minha, meu”, afirmou, no artigo publicado no jornal O Globo.

Essa é mais uma manifestação do humorista em resposta ao repúdio do público aos ataques feitos à figura central da fé cristã. Anteriormente, ele havia usado do deboche para desqualificar as críticas: “Sempre achei fascinante a ideia de que as pessoas acreditam em algo que não existe, de guiarem a vida delas em cima do que elas acreditam e não pelo que elas sabem”.

Agora, com o ápice da tensão entre os humoristas e ativistas ateus do Porta dos Fundos, o pastor Renato Vargens, escritor e líder da Igreja Cristã da Aliança, pontuou que há limites até mesmo para liberdade de expressão.

“Defendo a liberdade de expressão, afinal de contas, graças a Deus, vivemos num Estado democrático de Direito. Contudo, o grupo Porta dos Fundos ultrapassou o limite da liberdade promovendo o achincalhe da fé cristã. […] O que Porta dos Fundos fez foi disseminar de forma intolerante e insaciável a ridicularização do cristianismo e seus adeptos”, avaliou.

Vargens também afirmou que Porchat e seus companheiros de humor usaram “da liberdade que temos para atacar milhões de brasileiros zombando e ridicularizando da fé que move tanto evangélicos como católicos”.

“Na verdade, esses senhores, que se dizem defensores dos valores democráticos, estão sendo movidos por um progressismo maligno, que visa a instalação do caos moral onde a ausência de valores cristãos é sine qua non à criação de uma sociedade efetivamente anticristã. Para tanto, os ‘comediantes militantes’ defendem uma agenda absorta em relativismo que tenta a todo custo desconstruir os valores judaico-cristãos da sociedade ocidental”, acrescentou o pastor.

“O que Porta dos Fundos defende não é o direito à comédia, mas o direito de atacar, vilipendiar bem como ridicularizar a fé de milhões de brasileiros, os quais rejeitam piadas e gracejos desprovidas de respeito e dignidade”, concluiu Renato Vargens.
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