O número de cristãos perseguidos ao redor do mundo por sua fé aumentou para mais de 388 milhões, revelam dados da Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP26), lançada nesta terça-feira (13) pela missão Portas Abertas.
Os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos:
1. Coreia do Norte Caso não sejam mortos, cristãos são
enviados para campos de trabalho
forçado como prisioneiros políticos,
onde enfrentam uma vida de trabalho
duro a que poucos sobrevivem.
2. Somália:
Ser muçulmano é parte da identidade
somali. Por isso, rejeitar o islã é visto
como traição. Até a suspeita de que
alguém tenha deixado o islamismo
pode causar problemas
3. Iêmen
Dividido pela guerra civil, o Iêmen tem territórios governados por três poderes diferentes. Nenhum deles tolera os cristãos.
4. Sudão
Um golpe de estado e a guerra frustraram as esperanças de liberdade religiosa no Sudão. O conflito deu aos grupos extremistas mais oportunidades de ataque contra cristãos.
5. Eritréia
Chamada telefônicas e internet são monitoradas na Eritreia. Jovens cristãos são recrutados ao serviço militar por tempo indeterminado sem direito a objeção.
6. Síria
Os ataques contra igrejas fizeram com que muitos cristãos fugissem do país. em 2026, a Síria atingiu sua maior pontuação na LMP, subindo do 18ª para 6ª posição.
7. Nigéria
País onde mais cristãos são assassinados. Os extremistas destroem casas, igrejas e plantações de cristãos. Homens são executados e mulheres são alvo de violência sexual.
8. Paquistão
Igrejas são monitoradas e alvos de ataques a bomba. Cristãos são Obrigados a realizar trabalhos considerados inferiores, sendo vulneráveis ao trabalho forçado.
9. Líbia
Cristãos estrangeiros são alvo de grupos criminosos e de extremistas islâmicos. Esses grupos sequestram e, às vezes, matam cristãos brutalmente.
10. Irã
A conversão do islamismo ao cristianismo é ilegal no país. Deixar o islã pode resultar em prisão, perda de herança, divórcio ou perda da guarda dos filhos.
11. Afeganistão
A conversão ao cristianismo é punida com morte pela lei islâmica. Caso o governo descubra a conversão de um afegão, a única opção é fugir para não morrer.
12. Índia
Extremistas hindus visam limpar o país do islamismo e cristianismo, muitas vezes, com violência extrema. Igrejas domésticas são alvos de multidões de extremistas.
13. Arábia Saudita
A pressão extrema faz com que a maioria dos cristãos opte por viver a fé de maneira discreta e secreta. Muitos não compartilham a fé nem com o cônjuge ou os filhos.
14. Mianmar
Desde o golpe militar, em 2021, cristãos enfrentam mais violência e restrições mais rígidas. Muitos foram mortos e igrejas foram atacadas indiscriminadamente.
15. Mali
Igrejas são incendiadas e muitos cristãos perdem suas casas e precisam fugir no país. Seguidores de Jesus vivem sob constantes ameaças de ataques de extremistas.
16. Burkina Faso
Líderes religiosos extremistas incentivam as comunidades a serem hostis aos cristãos. Por consequência, igrejas foram queimadas e forçadas a fechar, casas de cristãos foram destruídas e seus negócios foram saqueados. Comunidades cristãs enfrentam ameaças e ataques violentos, obrigando os moradores a deixarem suas casas. Qualquer pessoa que abandone o islã para seguir a Jesus é especialmente vulnerável a ameaças e violência.
17. China
De acordo com o Partido Comunista Chinês, o cristianismo é visto como uma ameaça que deve ser rigidamente controlada e contida no país.
18. Iraque
Cristãos iraquianos que se convertem do islã enfrentam pressão da família e da sociedade e correm risco de violência e perda de direitos.
19. Maldivas
Ser maldivo é ser muçulmano – e isso torna a conversão ao cristianismo extremamente perigosa nas Maldivas. Neste país conservador e unido, onde vizinhos e comerciantes podem denunciar qualquer sinal de desvio, convertidos devem praticar a fé em absoluto segredo. Isso porque a Constituição do país afirma que as Maldivas são 100% muçulmanas.
20. Argélia
Nos últimos três anos, a pressão estatal sobre os cristãos protestantes na Argélia se intensificou a níveis inéditos em décadas. As autoridades mantiveram igrejas anteriormente fechadas e ordenaram o encerramento de outras. Como resultado, todas as 47 igrejas sob a Igreja Protestante Evangélica da Argélia (EPA, da sigla em francês) interromperam suas atividades, e outras igrejas independentes também deixaram de se reunir por medo de ações governamentais.
22. Mauritânia
Cristãos de origem muçulmana enfrentam forte oposição da família e da comunidade ao redor. Expressões públicas de fé por cristãos estrangeiros podem ser vistas como proselitismo e resultar em prisão e deportação. Essas realidades tornam praticamente impossível para qualquer pessoa viver sua fé de forma pública.
22. República Centro-Africana
Internamente, o colapso da autoridade estatal fomentou uma desordem generalizada. Grupos armados, autoridades corruptas e extremistas islâmicos exploram esse vácuo, frequentemente visando os cristãos. Igrejas foram saqueadas ou destruídas, e líderes cristãos que se manifestam enfrentam ameaças, detenção ou assassinato. Mulheres e jovens estão particularmente expostos a exploração e abuso.
23. Marrocos
Um grande desafio para os cristãos, tanto marroquinos quanto estrangeiros, é que é ilegal “abalar a fé de um muçulmano”. Isso significa que qualquer conversa sobre fé pode ser arriscada, levando ao risco de prisão.
Cristãos de origem muçulmana podem enfrentar intensa pressão para renunciar à fé, com táticas que incluem isolamento, demissão, expulsão, violência e até tratamentos supersticiosos por imãs (líderes muçulmanos).
24. Cuba
Para conter a influência da igreja, as autoridades rotineiramente negam o registro de novas igrejas. Isso força muitas a operar “ilegalmente”, aumentando o risco de perseguição. Atividades da igreja, especialmente aquelas que beneficiam comunidades locais, são frequentemente consideradas uma ameaça aos interesses do Estado, o que gera escrutínio e vigilância. Sermões são frequentemente monitorados para garantir alinhamento com valores do regime. Negação de licenças, multas, confisco de propriedades, demolições, fechamentos e ações legais são penalidades do regime repressivo às igrejas e outras organizações cristãs.
25. Uzbequistão Igrejas que não seguem os protocolos do governo – por exemplo, ao possuir materiais “não autorizados” – correm risco de invasões, prisões, ameaças e multas pesadas.
Cristãos de origem muçulmana podem enfrentar forte oposição da família e da comunidade, especialmente aqueles que vivem em regiões rurais onde a identidade islâmica e de clã é forte. Não surpreendentemente, muitos cristãos se sentem obrigados a manter a fé em segredo.
26. Níger
Prédios de igrejas são destruídos e cristãos são mortos. Qualquer cristão que viva em locais dominados por grupos extremistas será alvo. Os seguidores de Jesus de origem muçulmana devem adorar em segredo, vivendo sob constante ameaça de violência, sequestro e morte.
27. Tajiquistão
Desde 2015, a pressão sobre reuniões não autorizadas – como as de grupos batistas, evangélicos e pentecostais – aumentou, trazendo mais invasões, interrogatórios, multas e confisco de materiais. Atividades religiosas envolvendo menores de 18 anos são proibidas, e emendas recentes buscam criminalizar a educação religiosa “clandestina” de crianças, inclusive online. Como os jovens representam cerca de 50% da igreja no Tajiquistão, isso é um enorme obstáculo.
28. Laos
As autoridades consideram o cristianismo uma religião ocidental contrária aos ideais comunistas. A crescente dependência do Laos em relação à China reforçou seu compromisso com o comunismo, aumentando a vulnerabilidade dos cristãos.
29. República Democrática do Congo
Cristãos convertidos sofrem rejeição social, pressão para renunciar à fé, exclusão da herança e da vida comunitária. A recusa em realizar ritos tradicionais frequentemente resulta em intimidação.
Enquanto isso, líderes católicos e protestantes que denunciam a corrupção estatal ou defendem direitos constitucionais correm risco de ameaças, vigilância e assédio. As atividades da igreja são interrompidas e o líder cristão é difamado em público. Isso contribui para um clima de medo em que os apelos por justiça são sistematicamente silenciados.
30. México A perseguição afeta os seguidores de Jesus que vivem em comunidades indígenas. Aqueles que deixam de seguir crenças e rituais locais para seguir a Cristo ficam expostos a multas, discriminação, prisão e deslocamento. Infelizmente, como acontece em outros lugares, os cristãos não podem contar com o Estado para proteção.
Além disso, a hostilidade em relação à visão cristã sobre casamento, família e vida continua a crescer. Expressões públicas de fé estão cada vez mais sujeitas a escrutínio legal, dependendo do contexto político predominante.
31. Tunísia
32. Nicarágua
33. Bangladesh
34. Butão
35. Turcomenistão
36. Etiópia
37. Camarões
38. Omã
39. Moçambique
40. Quirguistão
41. Turquia
42. Egito
43 Comores
44. Catar
45. Cazaquistão
46. Nepal
47. Colômbia
48. Chade
49. Jordânia
50. Brunei