Professores cristãos são assassinados por terroristas no Quênia

O grupo terrorista somali Al-Shabaab é responsável por realizar mais de 10 ataques no norte e litoral do Quênia em pouco mais de um mês.


Grupo terrorista somali Al-Shabaab tem realizado diversos ataques no Quênia. (Foto: Reuters/Feisal Omar)

Três professores cristãos foram assassinados na manhã da última segunda-feira (13) no Quênia, durante um ataque a uma escola primária que se acredita ter sido realizado pela facção terrorista Al-Shabaab, da Somália e ligada à Al Qaeda.

O Serviço Nacional de Polícia do Quênia confirmou em um post no Twitter que três professores foram mortos quando supostos terroristas do Al-Shabaab atacaram a escola, bem como um posto policial e uma torre de telecomunicações na cidade de Kamuthe, no condado de Garissa, por volta das 2h.

O Al-Shabaab conduziu outros ataques mortais na área de Garissa, nos últimos anos, contra a comunidade cristã. O grupo de vigilância sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos ‘International Christian Concern’ (ICC) confirmou que os três professores mortos também eram cristãos.

A organização cristã divulgou os nomes dos professores assassinados: Caleb Mutua, Titus Ushindi e Samuel Muthui Kyonzu. Além disso, a (ICC) relata que uma quarta vítima chamada Joshua Mutua sobreviveu com ferimentos graves nas pernas.

Citando um relatório policial, a agência de notícias ‘Associated Press’ observa que uma professora muçulmana na escola foi sequestrada enquanto a vida de uma enfermeira foi poupada pelos terroristas.

Robert Kibutu, um professor que mora fora da área residencial da escola, disse à ICC que seus colegas professores foram mortos a tiros por um número desconhecido de supostos terroristas do Al-Shabaab.

"Estamos tristes e ao mesmo tempo assustados porque nos tornamos alvos por sermos trabalhadores não locais do governo, que professam a fé cristã", afirmou Kibutu.

Terrorismo

Segundo o jornal 'The Daily Nation', o grupo terrorista da Somália é responsável por realizar mais de 10 ataques no norte e litoral do Quênia nas últimas cinco semanas, matando 25 civis nesse período.

No início deste mês, quatro estudantes foram mortos quando terroristas atacaram a Escola Primária Saretho no Sub-Condado de Dadaab.

O Al-Shabaab realizou vários ataques contra escolas. Depois que dois professores foram mortos em 2018, quase 250 escolas foram fechadas no Condado de Wajir.

Em um relatório de abril, o grupo ‘International Crisis Group’ informou que houve mais de 100 ataques em pequena escala no nordeste do Quênia, que mataram dezenas de soldados, policiais e profissionais não muçulmanos que servem no nordeste nativos de outras partes do Quênia.

Como resultado dos ataques, centenas de professores, enfermeiros e outros funcionários da escola fugiram da região. Ativistas argumentam que o governo queniano deve fazer mais para lidar com a insegurança que assola o nordeste do Quênia.

O Quênia é o 44º pior país do mundo em perseguição aos cristãos, segundo a Lista Mundial da Portas Abertas sobre perseguição religiosa para 2020.
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