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Três famílias cristãs são espancadas por se recusarem a participar de culto pagão na Índia

Após o ataque, as famílias foram expulsas de sua aldeia e forçadas a se refugiar em uma cidade vizinha por temerem por suas vidas.


Cristão indiano ferido após ataque por grupo animista. (Foto: Reprodução/Premier)
Três famílias cristãs na Índia foram espancadas e receberam ameaças de morte por se recusarem a se envolver em adoração pagã.

O incidente aconteceu no dia 4 de maio, quando o líder religioso da vila em Salepal, no distrito de Bastar, Chhattisgarh, começou a hospedar um culto animista em um arrozal pertencente às famílias cristãs.

Segundo relatos, quando os cristãos tentaram detê-los, o grupo recusou e ameaçou confiscar a terra, chegando a acusar os cristãos de adorar um ‘deus estrangeiro’.

No dia seguinte, as famílias cristãs foram convocadas para uma reunião de aldeia aberta por 50 a 60 líderes tribais, onde foram ofendidas verbalmente, espancadas e ameaçadas de morte.

Durante o ataque, foi solicitado às famílias que renunciassem à fé e adotassem a religião animista, que reúne a crença de que todos os objetos, lugares e criaturas possuem uma essência espiritual distinta.
Os cristãos se recusaram repetidamente a atender os animistas, o que gerou um espancamento tão brutal que um dos crentes ficou inconsciente.

As vítimas foram levadas às pressas para o hospital do governo em Dimrapal, Jagdalpur, onde seus ferimentos foram tratados.

Após o ataque, as três famílias foram expulsas de sua aldeia e forçadas a se refugiar em uma cidade vizinha por temerem por suas vidas. A polícia ainda não iniciou nenhuma ação investigativa no caso, apesar de uma queixa escrita ter sido registrada na delegacia de polícia em Kodenar, distrito de Bastar, em 6 de maio.

“A CSW está profundamente preocupada com o bem-estar dessas famílias, que foram deliberadamente escolhidas e atacadas devido à sua fé cristã. Claramente, as famílias estão agora em uma necessidade desesperada de voltar para suas casas e meios de subsistência agrícolas”, diz o principal executivo da Christian Solidarity Worldwide, Mervyn Thomas.

Segundo Thomas, “as autoridades devem agir sem demora para investigar o assunto e responsabilizar os autores pelos ataques. Os cristãos devem ter certeza de que haverá imparcialidade na investigação e de que poderão continuar a viver na aldeia sem medo de mais discriminação e ataque. Seus meios de subsistência devem ser protegidos a todo custo.”

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