Entidade pede ao governo “direito de liberdade” de culto às 65 mil igrejas da Índia

 A EFI escreveu ao ministro-chefe de Chhattisgarh, Bhupesh Baghel, ‘para chamar sua atenção para uma série de ataques a famílias cristãs’.

Mulheres cristãs indianas em um estudo bíblico. (Foto: Reprodução / Open Doors USA)

A Evangelical Fellowship of India (EFI), que representa milhões de cristãos evangélicos na Índia, com mais de 65.000 igrejas e instituições membros, denuncia que os cristãos “são advertidos a deixar sua fé ou enfrentar as consequências” e exorta o Estado “a garantir que os perpetradores sejam levados à justiça”.

A EFI escreveu ao ministro-chefe de Chhattisgarh, Bhupesh Baghel, “para chamar sua atenção para uma série de ataques descarados e perigosos a famílias cristãs no distrito de Kondagaon”. A Índia é governada por partido fundamentalista hindu, cujos grupos radicais perseguem e atacam famílias cristãs.

Ao se recusarem a adorar ídolos, famílias cristãs são atacadas no Estado de Chhattisgarh. 98,3% dos 23 milhões de habitantes locais são hinduístas; os muçulmanos representam 1 por cento e os cristãos, principalmente tribais, respondem por 0,7 por cento.

A entidade evangélica lembra que nos dias 22 e 23 de setembro, cerca de 16 casas pertencentes a cristãos foram completamente arrasadas por malfeitores nas aldeias Kakdabeda, Singanpur e Tiliyabeda, que estão sob Gram Panchayats Chipawand e Singanpur.

“Embora as denúncias tenham sido apresentadas na delegacia de polícia de Kondagaon e junto ao Superintendente de Polícia, nenhuma ação concreta foi tomada contra os vândalos. Em vez disso, as vítimas são pressionadas a concordar com um ‘compromisso’ por parte das autoridades”, denunciam.

De acordo com a EFI, “o Superintendente em particular parece ser suspeito e pode ser objeto de inquérito”.

“As vítimas continuam em estado de medo e choque, pois foram advertidas pelos malfeitores a abandonar a fé ou enfrentar consequências fatais. Tem havido um aumento de uma grande multidão ameaçando a paz e a harmonia na área também”, destaca a carta.

É por isso que a EFI exorta Baghel “a tomar medidas imediatas e rápidas para fornecer segurança e salvaguardar o direito constitucional das vítimas de professar e praticar a sua fé”.

“Solicitamos também que assegurem que os agressores sejam levados à justiça, a começar pela prisão, para que a lei e a ordem sejam cumpridas e não possam surgir situações desagradáveis ​​no futuro”, acrescenta a entidade evangélica.

O Rev. Vijayesh Lal, Secretário Geral da EFI, termina a carta esperando que “Deus possa continuar a abençoar e dirigir o estado sob a liderança de Baghel”.

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