Projeto de lei dos EUA classifica Partido Comunista Chinês como organização criminosa

 Ao apresentar a proposta, o deputado Scott Perry destacou que o Partido Comunista Chinês é 'demoníaco' e subjuga os cidadãos chineses.

Liderado por Xi Jinping, o Partido Comunista Chinês vem oprimindo cada vez mais qualquer tipo de expressão de fé no país. (Foto: China Teacher)

Grupos religiosos e de direitos humanos estão aplaudindo um projeto de lei que designa o Partido Comunista Chinês como uma "organização criminosa transnacional" por representar uma "ameaça existencial às liberdades".

Na quinta-feira, o deputado Scott Perry (Pennsilvanya), apresentou o projeto de lei "Designação do Partido Comunista Chinês como uma Organização Criminosa Transnacional", visando "proteger os americanos da ação criminosa chinesa".

De acordo com o comunicado à imprensa no site de Perry, a legislação co-patrocinada pelos deputados Tim Burchett e Scott DesJarlais (Tennessee) “adicionará o Partido Comunista Chinês (PCCh) ao ranking das Maiores Organizações Criminosas Internacionais (TICOT) e fornecerá às agências de aplicação da lei dos Estados Unidos uma diretriz estratégica para combater a atividade maligna do PCCh”.

O projeto de lei, que eliminaria a imunidade soberana para diplomatas chineses nos EUA envolvidos em atividades criminosas, cita especificamente o "roubo coordenado e dirigido pelo governo de propriedade intelectual americana, ataques cibernéticos aos sistemas dos EUA, espionagem e tráfico internacional de fentanil" como principais motivos pelos quais o CCP se qualifica para estar na Lista TICOT.

Dede Laugesen, diretor executivo da organização ‘Save the Persecuted Christians’ (‘Salve os Cristãos Perseguidos’), que trabalhou ao lado de Perry para fazer a legislação, aplaudiu o projeto.

“Nossa organização é muito grata por essa legislação”, disse Laugesen. “É o primeiro passo para corrigir as injustiças e tornar o mundo um lugar mais seguro para todas as populações em risco, que pareciam estar se multiplicando exponencialmente à medida que a influência maligna da China continuava sem controle”.

Sean Lin, da Associação do Falun Dafa em Washington, D.C, também elogiou o projeto. Ele observou que nas últimas sete décadas, mais de 80 milhões de chineses morreram devido a “ondas de perseguições políticas sancionadas pelo Partido Comunista Chinês”.

“Este projeto conta a trágica realidade de que o povo chinês, independentemente de sua raça e etnia, está sob o governo de uma entidade gangster do mal: o Partido Comunista Chinês”, disse ele. “E também destacou a ameaça existencial do PCCh à civilização global e ao mundo livre. Todos os líderes do Congresso devem se manter firmes para apoiar esta legislação que classifica o PCCh pelo o que ele é, já que apresenta um clamor pela liberdade para todas as pessoas que sofrem sob seu governo”.

Perry apresentou o projeto de lei após a manifestação Resist China realizada quinta-feira fora do Capitólio dos EUA. O evento buscou chamar a atenção para as “repressões do PCCh contra a liberdade, democracia e direitos humanos, que se intensificaram em toda a China, junto com um grande aumento no ataque às comunidades que vivem sob seu governo”.

“O PCCh é uma falha moral abjeta”, disse Perry ao apresentar o projeto. "Vocês sabem disso. É decrépito, é demoníaco, é uma instituição que subjuga e escraviza as pessoas sobre as quais tem domínio. Nos últimos 100 anos, nosso mundo viu o surgimento do comunismo na União Soviética e testemunhamos a liberdade ameaçada pelo mal. E estamos testemunhando isso agora mesmo. Assim como estamos aqui, está acontecendo agora mesmo. Mas não pode durar”.

Atendendo a apelos

Em julho, uma coalizão de mais de 600 defensores e organizações de direitos humanos escreveu uma carta aberta ao Procurador-Geral William Barr pedindo-lhe que condenasse oficialmente o PCCh como uma organização criminosa responsável por violar direitos humanos, cometer injustiças em todo o mundo e causar milhões de mortes no mundo todo.

“A designação de organização criminosa transnacional do PCCh é claramente justificada pela epidemia de cidadãos americanos vitimados e mortos pela droga sintética letal fabricada e transmitida pelos chineses, o fentanil. De acordo com o CDC, as mortes envolvendo outros narcóticos sintéticos, incluindo fentanil e análogos do fentanil continuaram a aumentar, com mais de 31.335 mortes por overdose relatadas em 2018”, diz a carta.

A carta acrescenta: “por décadas, o PCCh perpetrou e proliferou a apropriação indébita de propriedade intelectual e espionagem econômica em empresas americanas e americanas, resultando em roubo e perda de vasta riqueza e prosperidade. A extensão e amplitude do alcance criminoso do PCCh não conhece limites”.

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