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Policiais interrompem culto online no Reino Unido e pedem desculpas por ‘mal-entendido’

 Uma igreja evangélica foi forçada por policiais a parar a transmissão de um culto online por violar as restrições da Covid-19.

O pastor Daniel Mateola estava transmitindo um culto online quando policiais chegaram ao local. (Foto: Kingdom Faith Church USA & UK)

A polícia do Reino Unido invadiu uma igreja evangélica durante a transmissão de um culto online e disse ao pastor que ele seria processado por violar as restrições da Covid-19, informou a BBC News.

Os policiais compareceram à Igreja Kingdom Faith Ministries International em Milton Keynes, no sudeste da Inglaterra, a cerca de 70 km de Londres, após relatos de som alto.

O pastor foi informado pelos oficiais que havia muitas pessoas executando o culto online e foram forçados a parar, segundo um porta-voz da igreja. A polícia da região de Thames Valley disse que houve um “mal-entendido” e pediu desculpas.

O pastor Daniel Mateola estava transmitindo um culto online para 150 membros de sua congregação quando dois policiais chegaram ao local em 20 de novembro. Eles alegaram que havia muitas pessoas na equipe e exigiram que fossem embora.

As diretrizes do governo britânico para a contenção da Covid-19 dizem que “o número de pessoas envolvidas deve ser o menor possível para minimizar os riscos e os participantes devem seguir as orientações de distanciamento social”, mas também afirma que é permitida a presença do suporte técnico, músicos e cantores se isso fizer parte do formato do culto.

Ação ‘desnecessária’

Quando o pastor tentou explicar à polícia que a igreja estava seguindo as diretrizes do governo, mais sete policiais foram chamados, relatou o Christian Legal Center, uma organização sediada no Reino Unido que fornece apoio jurídico a cristãos discriminados por sua fé.

O pastor Mateola disse que os policiais “agravaram a situação desnecessariamente” e o culto teve que ser interrompido quando os funcionários deixaram o prédio.

O Christian Legal Center disse que quatro dias depois, em 24 de novembro, policiais foram à casa do pastor Mateola e o informaram que ele seria processado por violar as restrições do governo. Um oficial disse que ele havia “quebrado os regulamentos do coronavírus” e que “a música estava tocando alto”.

O pastor Mateola, que é um dos vários líderes que buscam uma revisão judicial contra a decisão do governo britânico de fechar igrejas, disse que ficou “profundamente chocado” e que ele estava “sendo tratado como um criminoso”.

A polícia de Thames Valley se desculpou e disse que o pastor não será processado.

“Parece que neste caso houve um mal-entendido por nossos oficiais sobre a legislação em vigor em uma área de execução da lei que está em constante mudança e que é complexa”, disse o comandante Robert France, chefe da força policial de resposta ao coronavírus.

“Houve um erro na emissão desta notificação e gostaria de me desculpar pela angústia que sei que isso provavelmente causou”, France acrescentou.

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