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China está prendendo cristãos até por frequentarem cultos online

 Diretor da Portas Abertas nos EUA destaca perseguição comunista.

Igreja na China (Foto: Ng Han Guan/AP Photo)

O diretor da organização Portas Abertas nos Estados Unidos, David Curry, afirmou que o regime comunista da China está prendendo cristãos até mesmo por frequentarem cultos online no Zoom. O Partido Comunista da China (PCCh) estaria usando a pandemia de coronavírus como desculpa para reprimir os cristãos.

Ao Breitbart, Curry afirmou que em apenas três anos a China subiu subiu 26 posições na Lista Mundial de Perseguição atualizada anualmente pela Portas Abertas. A edição 2021 foi divulgada na última quarta-feira (13), colocando o país na 17ª posição.

A Portas Abertas se dedica a ajudar os cristãos em países onde enfrentam perseguição, seja estatal ou da sociedade civil. A Coreia do Norte é o país mais perigoso do mundo para os cristãos pelo 20º ano consecutivo, onde acontece uma perseguição sistemática, incluindo execução de cristãos pelo governo totalitário comunista.

Apesar de estar abaixo de vários países hostis para o Cristianismo, o regime comunista da China saltou da 23ª posição no ano passado, mostrando uma intensificação da perseguição religiosa. Afeganistão, Somália, Líbia e Paquistão formam o top 5 da Lista Mundial de Perseguição 2021.

“A China definitivamente reprimiu a religião. Eles estão devolvendo o que chamo de filosofia de ‘governo é Deus’ que tinham quando se conectaram com a União Soviética anos atrás”, disse Curry.

Ele explica que o que é único na China é que eles têm a capacidade de implantar um sofisticado sistema de vigilância contra os cristãos. Ele enfatiza que com a covid os cristãos acabam tendo que optar por assistir a igreja online, sendo identificados pelo regime.

“O que é único na China é que eles têm a capacidade e a vontade de implantar este sofisticado sistema de vigilância contra os cristãos. E, é claro, com a covid [o coronavírus chinês], as pessoas são forçadas a assistir a igreja online”, disse.

Curry explicou que o uso de ferramentas online para se reunir com outros cristãos resultou em uma vigilância mais fácil por parte do Partido Comunista, embora a pandemia em si possa não ter resultado diretamente no aumento da perseguição.

“Eles estão aproveitando a covid para restringir a capacidade das pessoas de se reunir, algumas das quais, é claro, são compreensíveis. Mas temos casos, casos documentados, em que prendem pessoas que frequentam a igreja Zoom, monitoram a igreja online”, explicou Curry. “Portanto, a China está reprimindo. Não está relacionado ao COVID, mas certamente estão usando o COVID como justificativa para intensificar a perseguição”, concluiu.

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