Header Ads Widget

Presidente da China tem medo do avanço do cristianismo no país, diz pesquisador

O diretor de Pesquisa Estratégica da Portas Abertas (EUA), Ron Boyd-MacMillan, falou sobre como o Partido Comunista Chinês está preocupado com o avanço da Igreja.

Cristãos oram em Xangai, na China. (Foto: ThewayIsee / Shutterstock)

A perspectiva de que a comunidade cristã da China possa alcançar surpreendentes 300 milhões de pessoas até 2030 tem preocupado os líderes comunistas, que temem precisar "dividir o poder" à medida que a Igreja aumenta em tamanho e influência, de acordo com Ron Boyd-MacMillan, da Portas Abertas (EUA).

Boyd-MacMillan, que é diretor de Pesquisa Estratégica da instituição cristã, disse ao site do jornal ‘Express UK’ que o Partido Comunista Chinês, liderado pelo presidente Xi Jinping, está cada vez mais preocupado com o crescimento da população cristã e está reprimindo a religião como resultado disso.

“Acreditamos que a evidência de por que a Igreja chinesa é tão visada é que os líderes estão com medo do tamanho da Igreja e do crescimento da Igreja”, disse Boyd-MacMillan.

“E se crescer na taxa que tem crescido desde 1980, e isso é cerca de 7 a 8% por cento ao ano, então você está olhando para um grupo de pessoas que será de cerca de 300 milhões em 2030. E, você sabe, a liderança chinesa, eles realmente planejam tudo a longo prazo. O plano econômico deles abrange até 2049. Então, isso os incomoda. Porque eu acho que se a Igreja continuar a crescer assim, eles terão que ‘compartilhar poder’", acrescentou

Atualmente, a Portas Abertas classifica a China em 17º lugar na lista dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A organização observa que, embora a Igreja esteja desfrutando de “forte crescimento”, a vida para os cristãos chineses não é nada simples.

A política de “sinicizar” a Igreja (adequá-la à ideologia chinesa) está sendo implementada em todo o país, pois o Partido Comunista depende fortemente da identidade cultural chinesa para permanecer no poder, limitando tudo o que percebe como uma ameaça ao seu controle sobre a sociedade.

Igrejas estão sendo monitoradas e fechadas em todo o país, sejam elas clandestinas ou parte do Movimento Patriótico das Três Autonomias, que é a igreja protestante oficialmente sancionada pelo Partido Comunista na China. O governo também proibiu a venda online de Bíblias.

A China também usa vigilância de alta tecnologia para oprimir e monitorar os crentes. Em meio à pandemia da Covid-19, os cidadãos foram forçados a entregar seus dados pessoais ao Partido Comunista Chinês, permitindo que os oficiais do governo aumentassem sua campanha de vigilância.

Violação dos direitos humanos

A repressão à religião não é exclusiva sobre os cristãos. Os muçulmanos uigures (uma comunidade que reside principalmente na região autônoma uigur de Xinjiang, na China) também estão sujeitos a internação em massa, trabalhos forçados e esterilização forçada nas mãos do Partido Comunista Chinês .

Em resposta a toda essa repressão, o ex-governo Trump acusou a China de cometer ou permitir violações dos direitos humanos e emitiu sanções contra os membros do Partido Comunista Chinês.

“Após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, concluí que desde pelo menos março de 2017, a República Popular da China (RPC), sob a direção e controle do Partido Comunista Chinês (PCCh), cometeu crimes contra a humanidade contra a predominância de Uigures muçulmanos e outros membros de grupos minoritários étnicos e religiosos em Xinjiang", disse o então secretário de Estado Mike Pompeo em um comunicado divulgado em 19 de janeiro, que o governo Biden já removeu.

Na sexta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, não respondeu se o governo Biden manteria a declaração do governo Trump de que a China está cometendo genocídio contra sua população uigur.

Psaki disse a repórteres em uma coletiva de imprensa que Biden "falou antes sobre o tratamento horrível" que os uigures têm sofrido, mas ela irá verificar qual será a política do governo Biden, informou o RCP.

Repressão em Hong Kong

Em esforços para fortalecer a adesão ao PCCh e reprimir a dissidência, o governo da China impôs uma lei de segurança nacional em Hong Kong em junho. Desde então, vários ativistas pró-democracia foram presos e alguns condenados à prisão, acusados ​​de violar a lei de segurança nacional e subverter o poder do Estado.

Este mês, o pastor, escritor e evangelista Francis Chan revelou que, depois de plantar três igrejas na região semi-autônoma, as autoridades de Hong Kong negaram seu visto, forçando-o a retornar aos Estados Unidos.

Chan e sua família haviam se mudado dos EUA para o bairro de Sham Shui Po em Hong Kong em fevereiro de 2020. Em dezembro, ele compartilhou que, como missionário em Hong Kong, foi atingido por um clima de medo.

Postar um comentário

0 Comentários