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Assembleia Legislativa do Pará aprova projeto que combate a 'cristofobia'

Na justificativa da matéria, o deputado pastor Martinho Carmona argumenta que cerca de 260 milhões de cristãos sofrem perseguição.

A modelo transexual Viviany Beleboni participa da 19ª Parada do Orgulho LGBT caracterizada como Jesus Cristo crucificado. (Foto: Sérgio Castro / Estadão Conteúdo)

Um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) nesta quarta-feira (24), criou o Dia Estadual de Combate à "Cristofobia", a ser lembrando anualmente, no dia 6 de janeiro. Nesta data, segundo a matéria aprovada, podem ser realizadas caminhadas, carreatas, palestras, seminários e outras ações com o objetivo discutir a respeito da religião cristã e instruir a sociedade acerca dos valores e verdades que o cristianismo prega.

O autor do projeto foi o deputado estadual e pastor Martinho Carmona (MDB), um dos líderes da Igreja Quadrangular no Pará. Na justificativa da matéria, ele argumenta que cerca de 260 milhões de cristãos - católicos, ortodoxos, protestantes, batistas, evangélicos, pentecostais - foram "severamente perseguidos" em todo mundo em 2019, um número crescente, segundo relatório da ONG Portas Abertas.

"Ante a tantos atentados e ataques sofridos por cristãos em toda parte do mundo, a proposição tem como principal função estimular e discutir o respeito à religião cristã, e, mais do que isso, instruir a sociedade como um todo acerca da tolerância aos valores e verdades que o cristianismo prega", alegou.

Ele diz também que, nos últimos anos, "o ataque às pessoas que professam sua fé tem crescido em demasiado, especialmente aos cristãos, desde desrespeito com símbolos religiosos e xingamentos".

Ainda na justificativa, Carmona argumenta que, apesar de o Brasil ser um Estado laico, a intolerância religiosa tem crescido com o decorrer dos anos. "Há de se destacar que a presente medida obviamente não será suficiente para exterminar o problema, mas se trata de um meio de trazer à memória as pessoas que foram vítimas de tal preconceito, bem como fomentar em âmbito estadual a importância de se dialogar sobre o tema, visando coibir o aumento de comportamentos criminosos contra os cristãos".

O projeto segue para a sanção do governador.

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