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“Estamos estimulando fome pelas coisas erradas”, diz pastor sobre analfabetismo bíblico

Liderança acredita ser um erro dos pastores reservarem o alimento vindo da teologia apenas para os líderes da igreja

Imagem: Canva

Pastores e líderes estão preocupados com a epidemia de analfabetismo bíblico há anos. Segue uma pequena amostra das manchetes:

“Crise da alfabetização bíblica!” (The Gospel Coalition, 2020)

“O analfabetismo bíblico é um grande problema para os cristãos” (Patheos, 2019)

“O escândalo do analfabetismo bíblico” (Albert Mohler, 2016)

“A epidemia de analfabetismo bíblico em nossas igrejas” (Christianity Today, 2015)

“A crise do analfabetismo bíblico” (Biola Magazine, 2014)

Com o pós-modernismo crescente de forma global, vimos também o declínio na qualidade das pregações nas igrejas evangélicas. “Os sermões são mais práticos e menos doutrinários”, disse Bill Giovannetti, pastor, autor e fundador da Escola Veritas. 

“Ao mesmo tempo, nossa música de adoração se tornou mais emocional e menos teológica. Estamos estimulando o apetite pelas coisas erradas”, alertou. O pastor também acredita que a pregação da palavra foi simplificada porque a liderança pensa que as pessoas não são inteligentes o bastante para compreender.

Batalhando pela fé

Mas essa é uma visão que vai contra as Escrituras e a história da própria igreja. Judas, escrevendo ao povo comum de Deus, disse: “Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos.” (Judas 1.3)

Segundo o pastor, o termo “salvação que compartilhamos”, dentro desse contexto, se refere ao conteúdo doutrinário das Escrituras. “Judas estava falando com o povo da igreja e não com pastores, pregadores, padres ou papas”, frisou.

Ele ainda explica que os ensinos teológicos formam um “depósito de conhecimento” que é preenchido também pelo que se ouve dos púlpitos. “É um erro estratégico dos pastores reservarem o alimento vindo da teologia apenas para os líderes da igreja”, argumentou.

Guardando a doutrina bíblica

Os cristãos precisam guardar a doutrina bíblica, conhecendo-a em sua profundidade. Eles devem ser muito bem teologicamente informados para poder entrar na “batalha da fé”, como citou o apóstolo Judas.

“Cristãos dos mais diversos níveis precisam aprender a defender a fé, responder aos críticos, derrubar equívocos e corrigir preconceitos contra a verdade de Deus”, enfatizou.

Eles podem ficar cara a cara com ateus, agnósticos, modernistas, pós-modernistas, hindus, budistas e qualquer pessoa que debata a Palavra de Deus. “Deus ordenou que suas verdades mais profundas sejam difundidas por todo o corpo de Cristo e não que fiquem concentradas no topo da liderança”, concluiu.

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