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Mattel é criticada por lançamento de boneca com enredo LGBT

Milhares de pessoas apoiaram uma petição online pedindo à empresa que permaneça neutra no que chama de “guerra cultural”

Kira Bailey, a Garota do Ano, 2021, da American Girl (Foto: Divulgação Mattel)

A empresa de brinquedos “American Girl”, uma subsidiária da Mattel, foi criticada por mais de 20 mil pessoas por conta do lançamento da boneca Kira Bailey, da linha “Garota do Ano 2021”. A cada ano, a empresa lança uma edição limitada da boneca que tem um talento único. O lançamento é acompanhado por um livro sobre a personagem.

No enredo do livro, Kira visita um santuário animal na Austrália que é organizado por suas tias-avós, que estão casadas. O livro detalha como as tias se casaram depois que as leis foram alteradas, em 2017, para permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Sobre a empresa

Há mais de sete décadas no mercado infantil, a Mattel é considerada uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo. Responsável pela comercialização da Barbie e dos carrinhos Hot Wheels, a Mattel já havia anunciado a linha das bonecas sem gênero, da série “Mundo Criável”.

Em 2019, Kim Culmone, vice-presidente da Mattel Fashion Doll Design, declarou em nota: “Brinquedos são uma reflexão da cultura, e conforme o mundo continua a celebrar o impacto positivo da inclusão, sentimos que estava na hora de criar uma linha de bonecas livre de rótulos. Essa linha permite que as crianças se expressem livremente", explicou.

Protesto

Mais de 20 mil pessoas apoiaram uma petição online pedindo à empresa para descartar o enredo LGBT vinculado à sua boneca Garota do Ano 2021, e que permaneça neutra no que eles chamam de “guerra cultural”. 

A iniciativa da petição foi da organização conservadora cristã One Million Moms (um milhão de mães), que regularmente lança campanhas contra organizações que produzem conteúdo questionável.

“Como cristãos, sabemos que mesmo que algo seja legalizado não o torna moral ou correto”, argumenta a One Million Moms. “American Girl poderia ter escolhido outro enredo ou personagens, em vez disso, está dessensibilizando nossa juventude ao apresentar uma história com duas tias lésbicas”, continuou.  A organização pede aos pais que não deixem suas filhas brincarem com a boneca, assim evitarão uma conversa prematura com as meninas, que são muito novas para entender.

American Girl se defende

Julie Parks, porta-voz da American Girl, defendeu o enredo em uma declaração feita ao Yahoo Life. E ainda informou que planeja publicar, em fevereiro, um livro que apresenta uma família de raça mista com dois pais.

“Desde o início, nossos personagens de 'Garota do Ano' foram projetados para refletir a vida das meninas hoje e a realidade dessa época”, disse Parks. “Como marca, sempre nos esforçamos para compartilhar a mensagem de que não há 'receita mágica' para uma família e que as famílias podem ser compostas de todos os tipos de ‘ingredientes’ – e cada um é único e adorável”, disse.

Segundo o porta-voz “a American Girl foi construída sobre uma base de diversidade e inclusão, e continuamos comprometidos em capacitar a próxima geração de meninas que emergirão como líderes que valorizam empatia, igualdade e respeito”, enfatizou.

“Estamos orgulhosos de nossa reputação de ter uma ampla gama de bonecos, acessórios e conteúdos inclusivos e diversos e estamos animados com nossos planos futuros que permitirão que ainda mais meninas se vejam refletidas em nossos produtos”, disparou.

“Minha filha cresceu com bonecas American Girl. Ela não apenas tinha a boneca Josefina, ela assistia a todos os filmes, lia todos os livros e aprendia com as histórias, que refletiam fortes valores morais”, disse. Em comunicado ela lamentou: “É comovente saber que uma franquia tão confiável e apreciada cedeu ao engano das mentiras feministas, destruindo mais um apoio valioso para mães que criam filhos”, concluiu.

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