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Pandemia impacta o tráfico de mulheres cristãs

 Portas Abertas prepara relatório sobre perseguição de gênero para ser lançado em março

O tráfego de mulheres e meninas cristãs teve um aumento durante a pandemia, de acordo com pesquisadores e especialistas

Em 2020, as taxas de desemprego aumentaram, a populações se viu em situações de fome, as vítimas de violência doméstica e mortes também aumentaram em decorrência da pandemia, além dos riscos que o coronavírus trouxe a saúde. Em situações de extrema violência em partes da África Ocidental, como o norte da Nigéria, os bloqueios restringiram a movimentação dos cidadãos, mas não a dos jiadistas. O departamento de pesquisa da Portas Abertas estima que mais homens e meninos cristãos foram mortos nas mãos de jihadistas na Nigéria, durante a pandemia. Nos ataques, as mulheres e meninas eram frequentemente sequestradas para fins de escravização.  

Ao longo de 2020, um dos temas de preocupação que recebem atenção extra por pesquisadores e especialistas é o direcionamento de cristãos para o tráfico humano, especialmente o de mulheres e meninas para o comércio sexual. Em março de 2020, o departamento de pesquisa informou que meninas cristãs de países da fronteira com a China eram alvo de tráfico para o país comunista. Este ano, temos relatórios confiáveis de pelo menos um país em cada região global em estudo. A natureza sistêmica desses relatórios foi confirmada em novembro por um grupo de especialistas pesquisados pela Religious Liberty Partnership, dos quais 90% disseram que a crise da COVID-19 impactou o tráfico de mulheres, em um aumento significativo ou moderado. 

No entanto, há boas notícias também. O parlamentar britânico Lord Ahmad, antes do lançamento da Declaração de Humanidade pelos Líderes da Fé e dos Líderes da Crença, falou sobre a importância de reconhecer e abordar as dificuldades específicas vivenciadas pelas mulheres de comunidades religiosas minoritárias: "O governo do Reino Unido reconhece que mulheres e meninas de minorias religiosas podem, muitas vezes, sofrer por causa do gênero e da fé. É por isso que garantimos que nosso trabalho de política de Direitos Humanos considere a importância de enfrentar as dificuldades específicas vivenciadas pelas mulheres de comunidades religiosas minoritárias".

A Portas Abertas continua a pedir aos governos de todo o mundo para reconhecer a dupla vulnerabilidade da perseguição religiosa e da desigualdade de gênero e aprovar estratégias para lidar com isso, como a ajuda direcionada às mulheres em minorias religiosas. Os governos têm a oportunidade de trabalhar com organizações e atores baseados na fé para garantir que as mulheres tenham igualdade perante a lei para que os autores da violência contra elas não possam mais agir impunemente.

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