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Após libertação do Boko Haram, cristãos lutam para sobreviver

Hannatu conta como ficou doente e foi liberta durante um ataque do exército nigeriano

Hannatu, o marido e os sete filhos foram capturados pelo Boko Haram, na Nigéria

A Portas Abertas contou a história de como Hannatu Ezra, o marido e os sete filhos dela foram sequestrados pelo Boko Haram, na Nigéria. Todos foram levados para a floresta de Sambisa, onde os jihadistas têm uma base militar. Quando completaram seis meses no local, o esposo da cristã conseguiu fugir, mas ela ficou mais dois anos presa, juntamente com os filhos.

O resultado da má alimentação que recebia fez com que Hannatu ficasse doente e só deitada. Mas foi quando ela não tinha mais forças para lutar pela vida, que o exército da Nigéria invadiu o acampamento para prender os militantes. Muitos fugiram, mas a cristã doente foi deixada para trás.

“Depois que o Boko Haram fugiu, o tiroteio parou. Minha filha saiu para informar aos soldados que eu estava morrendo. Eles entraram onde eu ficava e mandaram que me levantasse. Mas eu não conseguia andar. Em seguida, eles me ajudaram a entrar em um carro e me levaram para o hospital”, relembra.

Depois a cristã e os filhos foram levados para Pulka, uma cidade entre a floresta Sambisa e a fronteira com Camarões, que abriga seis campos de deslocados. Por ser uma região afastada, o local é de difícil alcance para as agências humanitárias. Muitos deslocados vivem sem alimento e estão desnutridos.

Os desafios dos cristãos deslocados na Nigéria

“Eles me deram comida e roupas para vestir, alimentaram meus filhos também. Mas a vida no campo de deslocados era terrível. Não é um lugar onde um cristão gostaria de ficar. Então, nós partimos. Eu disse que preferia ficar com minha mãe idosa. Eles me trouxeram para onde meus pais estão. Hoje, eu ainda estou lá”, explica Hannatu.

A vida não tem sido fácil, já que a renda da família com agricultura não é suficiente para suprir nem as necessidades alimentares de todos. Alguns vizinhos receberam Hannatu e os filhos muito bem, mas outros zombaram da situação da cristã. “Posso dizer que o meu tempo com o Boko Haram fortaleceu o meu amor a Deus e tornou-me muito próxima dele”, conclui.

Hannatu e os filhos precisam ser curados dos traumas, além de socorro com alimento, moradia e despesas escolares. O marido dela se juntou à família por um tempo, mas mudou-se para outro estado na esperança de encontrar um trabalho melhor.

“Normalmente, vou trabalhar para as pessoas e recebo pouco dinheiro, que uso para alimentar meus filhos. Eles estão em casa porque não tenho condições de mandá-los para a escola.” Apesar das dificuldades atuais, a cristã não perde a esperança de um futuro melhor: “Espero que Deus cuide de meus filhos e os crie nos caminhos dele. Eu quero que eles voltem para a escola. Eles devem estudar, comer e viver uma vida saudável como as outras crianças fazem”.

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