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Ataques de grupos radicais aumentam na República Democrática do Congo

No último mês, as Forças Democráticas Aliadas foram responsáveis por várias mortes no país

Os ataques feitos pela ADF na República Democrática do Congo deixaram muitos cristãos mortos e feridos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos denominou as Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) e a Ansar al-Sunna como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais, ambas atuam na República Democrática do Congo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a ADF matou mais de 850 civis em 2020.

As províncias de Kivu do Norte e Ituri, no leste do país, foram as que mais enfrentaram ataques vindos dos grupos armados. Sob a liderança de Seka Musa Baluku, a ADF ganhou notoriedade pela brutalidade dos ataques contra cidadãos e forças militares. No mês de fevereiro, o grupo realizou dois ataques no território.

Ataque em Ndalya

Em muitos países, como a República Democrática do Congo, o Dia dos Namorados é comemorado em 14 de fevereiro. Mas nesta data em que se celebra o amor entre as pessoas, o distrito de Ndalya foi atacado por homens armados durante a madrugada. O incidente deixou 18 mortos, entre eles seis mulheres, três crianças e nove homens. Grande parte dos mortos eram cristãos.

O ataque começou assim que os membros deixaram a igreja após um sermão de um pregador convidado, Antoine Semaye. Quando estavam saindo do templo, notaram homens armados se aproximando. Eles fugiram para a igreja e trancaram a porta, mas os agressores forçaram a entrada e mataram o pastor Semanye e outros sete. Dois dos mortos foram identificados como Kathuna Olive e Moise Maliyabho. A esposa do pastor Antoine foi sequestrada durante o ataque.

O pastor Antoine serviu como líder em Mambelenga por 14 anos. Ele deixou seis filhos e quatro netos. Outros mortos na aldeia incluíam um membro de outra igreja evangélica, Marie Kanyere e outros três daquela congregação. Marie sofreu um ferimento à bala e tentou fugir, mas faleceu no caminho. Fontes locais também disseram que os corpos de quatro militantes da ADF e três soldados do governo foram descobertos no centro comercial de Ndalya.

Outras 14 pessoas ficaram feridas no ataque. "Depois de matar, os agressores reuniram os 23 reféns, incluindo a esposa do pastor falecido, Antoine, no centro da cidade antes de recuar pelo centro comercial", explica o líder da igreja. Eles também saquearam a igreja e duas farmácias e incendiaram quatro lojas no centro da cidade. A maioria da população fugiu após o ataque, em direção a Bunia.

O pastor explicou que depois que os agressores deixaram Ndalya, eles descobriram chinelos de crianças sequestradas caídos na beira da estrada. "Quando vi os chinelos, pensei comigo mesmo... essas crianças vieram à igreja para comunhão e agora foram levadas para um destino desconhecido. Então, ali, eu só tinha que orar por elas, e agora, peço aos outros que intercedam por elas", solicita o líder.

Ataque em Lume

No início da noite de 5 de fevereiro, acredita-se que os membros da ADF mataram 21 pessoas em Lume, a leste da cidade de Beni. A maioria das vítimas, 17 delas, eram cristãs. Um líder da igreja explicou em uma entrevista por telefone que a fazenda Lume faz parte do Parque Nacional Virunga, onde os agricultores cultivam vários alimentos. A comunidade cristã composta por cerca de 57 famílias (378 pessoas) mudou-se para a fazenda em novembro do 2020, depois de notar pessoas suspeitas vagando pela antiga aldeia. 

Um ativista local de direitos humanos disse à Rádio RTR Beni, que os agressores chegaram vestidos de soldados do governo e estavam procurando o chefe local. Os militantes convenceram as pessoas porque falavam duas línguas: suaíli e a língua local. Porém, durante a noite, eles começaram a agredir e matar os moradores da fazenda.

Entre as vítimas estavam o pastor Masasi Kyambi que chefiou a igreja, o irmão dele, Mupita Kyambi, e Samuel Kalupala. Outras sete pessoas foram dadas como desaparecidas após o ataque. Fontes dizem que três dos sequestrados conseguiram fugir. Após o incidente, em 14 de fevereiro, a organização da sociedade civil local decretou um dia de luto em memória das vítimas. Foi realizado um culto ecumênico com a presença de vários líderes cristãos.

Pedidos de oração

  • Apresente em oração os cristãos na República Democrática do Congo que continuam enfrentando ataques vindos da ADF. Peça para que a igreja seja resiliente, mesmo diante dos ataques.
  • Interceda pelas famílias que perderam entes queridos durante os confrontos e por aqueles que estão feridos e hospitalizados. Clame para que Deus restaure a saúde e os corações dos cristãos.
  • Ore pelos integrantes dos grupos armados, para que o Espírito Santo de Deus aja sob a vida deles, trazendo transformação completa.

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