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Brasil intensifica seu apoio a Israel na ONU e destaca sua posição como aliado

O Brasil se tornou um dos poucos defensores de Israel na ONU, se destacando no Conselho de Direitos Humanos como um de seus aliados.

Reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, na Suíça. (Foto: ONU/Jean-Marc Ferré)

O Brasil tem se tornado o novo melhor amigo de Israel diante da comunidade internacional.

Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra adotou na terça-feira (23) uma série de resoluções que denunciam Israel por possíveis violações nos territórios palestinos. Enquanto a maioria dos países europeus votaram em oposição a Israel, o Brasil manteve uma posição favorável à nação judaica.

Em um total de quatro resoluções que vão contra as políticas de Israel, o Brasil defendeu o Estado judeu em três, optando por votar contra as moções ou abster-se. Em uma delas, enquanto 32 países votaram contra Israel, o Brasil esteve entre os 6 que estiveram a favor.

Uma das outras três resoluções aprovadas foi a respeito da política de direitos humanos de Israel nas Colinas de Golã — que foi capturado da Síria durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e formalmente anexado em 1981, um movimento não reconhecido pela maioria da comunidade internacional.

As outras duas moções eram sobre o “direito dos palestinos à autodeterminação” e as políticas de assentamento de Israel.

A única resolução que contou com o voto favorável do Brasil se referia ao direito dos palestinos à autodeterminação — um documento que foi aprovado pela grande maioria dos membros do Conselho da ONU, inclusive por aliados de Israel, informa a coluna de Jamil Chade no UOL.

Segundo Jamil Chade, a posição pró-Israel do Itamaraty é reflexo de uma aproximação diplomática e também da influência da base evangélica do governo de Jair Bolsonaro. “Israel é uma espécie de referência para as igrejas pentecostais, muitas das quais contam com ampla influência em ministérios no Brasil”, afirma.

O apoio do Brasil a Israel foi marcado por um gesto inédito nesta semana, destaca a coluna. “Foi a delegação brasileira quem pediu a palavra na reunião sugerindo que as resoluções não fossem aprovadas e que fossem submetidas ao voto. Em termos diplomáticos, tal gesto é apenas adotado pelos aliados mais próximos”, explica Jamil.

A publicação ainda informa que a decisão brasileira quebrou uma tradição, “já que o Itamaraty evitava sempre ser o país a solicitar voto”.  

“Internamente, a iniciativa foi aplaudida por grupos evangélicos, que cobram o governo por uma ação mais clara de apoio aos pontos defendidos por Israel”, avalia Jamil.

Histórico da relação Brasil-Israel

Desde o início da presidência de Bolsonaro em 2019, Israel tem encontrado no Brasil um novo aliado. Netanyahu foi o primeiro líder israelense estar no País, em uma visita considerada “histórica”

Os dois países passaram a impulsionar sua cooperação mútua econômica, militar e tecnológica. Em homenagem a esse laço, os correios brasileiros emitiram um selo especial para comemorar o 70º aniversário da criação do Estado de Israel e celebrar a amizade entre os dois países.

Sob a liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) de 2003 a 2016, o Brasil assumia uma postura bem diferente. Em 2010, Lula reconheceu a Palestina como um Estado independente dentro das fronteiras de 1967, em detrimento dos territórios conquistados por Israel.

No mesmo ano, Lula foi o primeiro presidente brasileiro a visitar a Palestina. Em seguida, ele anunciou diversas medidas pró-palestinas, incluindo o aumento da representação diplomática entre os dois países e a doação de um terreno próximo ao Palácio do Planalto para a embaixada da Palestina.

Essa abordagem foi mantida por sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff. Em 2014, o Itamaraty condenou a força “desigual” usada por Israel na ofensiva militar de Israel contra Gaza e chamou de volta o embaixador brasileiro de Tel Aviv.

No ano seguinte, o Brasil rejeitou a nomeação de Dani Dayan como Embaixador de Israel no Brasil por causa de sua posição sênior no Conselho Yesha, representando os assentamentos de Israel.

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