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Casal adota 7 irmãos que perderam pais em acidente: “Era o que Deus queria que fizéssemos”

Para os pais adotivos, Pam e Gary Willis, eles ganharam uma segunda chance de serem pais e as crianças de terem uma família.

O casal Pam e Gary Wills adotou sete irmãos órfãos. (Foto: Arquivo pessoal/Pam Wills).

A americana Pam Willis estava rolando o feed no Facebook, em 2019, quando viu uma notícia de sete irmãos que aguardavam adoção, depois que seus pais haviam morrido em um acidente de carro.

Com idades entre 1 e 12 anos, as crianças estavam há mais de um ano num orfanato, após a fatalidade.

Pam, de 50 anos, conta que, ao olhar para os rostos deles na foto da matéria, ficou impactada com a história dos irmãos: “Não consigo explicar - eu simplesmente sabia que era para ser a mãe deles”.

Ela marcou seu marido Gary Willis, de 53 anos, na postagem para ele ver a notícia. O casal, que mora em Menifee na Califórnia, já tinham cinco filhos adultos e nunca tinha falado sobre adoção.

“Achei que Gary ia me dizer que eu era maluca - estávamos nos preparando para nos aposentar”, confessou Pam. Mas o marido teve o mesmo sentimento que ela. “Era o que Deus queria que fizéssemos””, afirmou a esposa.

Naquele mesmo dia, o casal ligou para o número da adoção que estava ao final da matéria. A instituição informou que já havia recebido muitas ligações de outros casais interessados em adotar as crianças. 

Mas, em agosto do ano passado, Pam e Gary foram selecionados para adotarem os irmãos Adelino, 15, Ruby, 13, Aleecia, 9, Anthony, 8, Aubriella, 7, Leo, 5 e Xander, 4. As crianças foram recebidas na nova família em uma cerimônia, que contou com a presença virtual dos filhos biológicos do casal.

“Foi incrível. Trouxemos uma grande TV para o parque para que todos pudessem assistir, torcer e estar seguros, por causa da pandemia. Havia muito amor. ”, relatou Pam.

O casal descobriu que as crianças haviam passado por muitos traumas. Os falecidos pais lutavam contra o vício em drogas e a alimentação era escassa. Muitas vezes, a família precisou viver em abrigos para sem tetos.

“Foi fácil se conectar com os mais pequenos. Eles estavam desesperadamente desejando permanência”, revelou a mãe adotiva.

Já sobre os mais velhos, Pam disse que no início estavam receosos e desconfiados. “Acho que eles não confiavam muito que éramos reais. Como se estivéssemos indo embora . Eu acho que é muito difícil confiar quando tanto foi tirado de sua vida. Ruby não sabia ser criança. Ela teve que ser uma figura materna em uma idade muito jovem”, disse.

Durante os seis primeiros meses na nova família, as crianças estavam com dificuldades para dormir porque tinham pesadelos.

“Certa noite, nossa filha, com então 7 anos, entrou em nosso quarto. Eu perguntei a ela: 'Você teve um pesadelo?' E ela respondeu: 'Não, eu só queria ter certeza de que vocês ainda estavam aqui' ”, relembra a mãe.

Em publicação em sua conta no Instagram, Pam falou: “Eles nos deram uma segunda chance de ser pais, nós demos a eles uma segunda mãe e um segundo pai”.

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