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“Construí minha vida sobre a rocha que é Jesus Cristo”, diz ator David Oyelowo

O ator britânico, de ‘Selma’, fala sobre sua fé, sua arte e como vive como cristão em Hollywood.

O ator David Oyelowo. (Foto: Reprodução / Cornerstone Partners)

David Oyelowo é um dos atores mais requisitados do cinema, embora não esteja disposto a dizer "sim" a todos os filmes que lhe oferecem. Essa seleção, segundo o astro, é simples e tem como critério sua fé: “Como cristão, eu realmente não faço filmes que não tenham algum tipo de mensagem significativas”.

Este princípio foi talvez mais evidente no maior filme de Oyelowo até agora, Selma, que arrecadou US$ 66 milhões. O drama de 2014 foi nomeado para a categoria Melhor Filme no Oscar, com Oyelowo interpretando Martin Luther King Jr. “Foi o único papel que cruzou com todos os aspectos da minha vida pessoal - fé, ativismo, arte...”, afirma.

Oyelowo nasceu em Oxford, na Inglaterra, mas passou a maior parte de sua infância entre Londres e Lagos, na Nigéria, onde sua família faz parte de uma tribo real Yoruba. Hoje ele mora em Los Angeles com sua esposa, Jessica, com quem tem quatro filhos.

Aos 44 anos, quebrou diversos recordes: foi o primeiro ator negro a interpretar um rei da Inglaterra em uma grande produção de Shakespeare, por exemplo.

Em entrevista ao Premier, o ator também conversou sobre ‘Come Away’, seu novo filme de fantasia, quando também falou sobre questões espirituais. “Desde o minuto em que nossa entrevista começa, é óbvio que a fé de Oyelowo é parte integrante de quem ele é”, escreve o Premier.

Cristianismo

O ator conta que se tornou cristão na adolescência, quando vivia em Londres. “Estávamos frequentando uma igreja batista no norte de Londres e percebi aos 16 anos que minha fé estava muito ligada à fé de meus pais. Não era algo real para mim”, conta.

A partir daquele momento, ele conta que tomou uma decisão pessoal. “Eu disse: Deus, se você existe, vou para uma igreja diferente porque sinto que só estou aqui porque meus pais estão aqui. E você tem três meses para aparecer para mim de uma forma real.”

Depois disso, Oyelowo foi a uma igreja pentecostal em Finsbury Park – contato que foi tomado com a pura energia da pregação, da música e da dança e da oração. “Dentro daqueles três meses, eu tive este encontro com Deus, onde palpavelmente o ouvi dizer: ‘Não há nada que você possa fazer para que eu te ame menos’. Isso foi contra todos os meus preconceitos de quem Deus era”.

Aquele encontro mudou a sua vida, que antes estava focada em namoros e jogo de futebol aos domingos, em vez de ir à igreja. “O fato de que o amor que eu sentia de Deus era incondicional realmente me abalou; esse foi o ponto além do qual se tornou muito real para mim”, pontua.

O ator conta que começou a conhecer igrejas sem se preocupar com denominações. “Só sei que amo Jesus e o que ele representa. Quando a Bíblia fala sobre ir ‘de fé em fé’, essa é a minha experiência - eu sempre tive experiências, encontros e capítulos em minha vida que continuaram a edificar minha fé”.

Momentos difíceis

Oyelowo fala sobre situações que o entristeceram, mas que mostraram a firmeza de sua fé. “Nos últimos três anos, perdi meus pais - meu pai no último mês, na verdade - e essas costumam ser as experiências que testam sua fé. Muitas vezes descobri que eles me aproximaram do Senhor e revelaram mais sobre o quanto realmente construí minha vida sobre a rocha que é Jesus Cristo”, revela sobre a influência dos pais em suas crenças.

“Encontrar a morte - seja uma perda pessoal ou apenas observar as estatísticas de mortes de Covid subindo e subindo - faz você parar e se perguntar do que se trata a vida?”, reflete. “Acho que, como cristão, essas perguntas são as que você trabalha desde o início: O que é a vida após a morte? O que estou aqui para fazer?”.

Oyelowo diz ainda que, em meio à pandemia, tem feito várias reflexões, mas encontra respostas na Palavra de Deus. “A Bíblia deixa claro que em nossa fraqueza Ele é forte, e acho que todos nós nos sentimos fracos, desafiados, perturbados e confusos”.

Ele fala sobre as dificuldades de ver pessoas sofrendo devido à pandemia: “Vou ser honesto com você e dizer, às vezes, senti sua força e sua presença palpáveis, e às vezes fiquei confuso - quando você vê pessoas inocentes sofrendo, e não apenas os efeitos do vírus, mas também os subprodutos disso, as consequências econômicas e o que está acontecendo com as crianças que não estão conseguindo ver seus amigos, e essa terrível síndrome de pessoas morrendo sozinhas. Essas são coisas que, do ponto de vista da fé, me fazem coçar a cabeça. Mas eu sinto Deus dentro disso. E definitivamente há respostas que ainda não tenho”.

Vida profissional

Oyelowo conta que não achava que seria ator. Seu pai foi absolutamente contra porque havia muito poucos indícios de o filho teria sucesso na profissão, especialmente como um ator negro. “Quando eu estava crescendo no Reino Unido, havia muito poucos negros realmente bem-sucedidos. ... Mas fui criado para acreditar que o trabalho árduo é metade do trabalho”.

Ao ser perguntado sobre racismo em sua infância, Oyelowo diz que não chegou a passar pela experiência quando criança, pois estava muito isolado disso, diferentemente de seu pai que sofreu com a questão. “Na verdade, quando meu pai me contou essas histórias, elas pareciam muito estranhas”, diz.

“É realmente chocante ver algo que eu não experimentei quando criança ressurgir agora que estou mais velho”, contando sobre a experiência de seu irmão com o racismo.

Oyelowo também falou sobre a diferença que encontrou entre as igrejas americanas e do Reino Unido. “Uma das melhores coisas de viver na América é que, em geral, os cristãos não têm vergonha de seu cristianismo. Descobri que, no Reino Unido, as pessoas sussurram ao dizer: ‘Eu sou um cristão’. Sempre acho isso muito estranho”, diz.

Ele conta que sente orgulho em ser um cristão e “o que mais me entusiasma e nunca evito isso no meu trabalho ou nas conversas, porque realmente acho que é uma coisa fenomenal”.

Sobre o novo filme, ‘Come Away’, que acaba de ser lançado nos EUA, Oyelowo diz que é um drama de fantasia com personagens de Alice no País das Maravilhas e Peter Pan, e ele interpreta o personagem Jack Littleton.

“Agora que fiquei mais velho e tenho filhos, reconheci como é importante ver a si mesmo refletido nas histórias, especialmente como protagonista mais central”, diz.

“Come Away é realmente sobre como a imaginação, magia, família e amor podem nos ajudar a superar as perdas e tempos difíceis”, diz Oyelowo interpreta o pai de Alice e Peter.

“Espero que as famílias possam assistir a este filme e que [ajude a iniciar] uma conversa sobre a perda e como lidamos com isso”, diz.

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