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Países que perseguem a Igreja: como vivem os cristãos na Colômbia

A perseguição aos cristãos também é presente na América Latina, no país que faz divisa com o Brasil.

Na Colômbia, os valores cristãos batem de frente com a ideologia de guerrilheiros e grupos armados. (Foto: Portas Abertas)

Na Colômbia, país que faz fronteira com o Brasil, a perseguição aos cristãos já é uma realidade. Tão perto dos brasileiros, a Igreja de Cristo já está sendo atacada violentamente. De acordo com a Portas Abertas, líderes são ameaçados, assediados, extorquidos e até assassinados. 

Os crimes são cometidos por guerrilheiros, especialmente nas áreas mais remotas do país. Na maioria dos casos, a violência é resultado direto das denúncias que os cristãos fazem contra a corrupção, a violência e as violações dos direitos humanos e ambientais.

Jovens cristãos colombianos lutam por paz e justiça, daí podem ser vistos como um obstáculo no caminho daqueles que praticam atividades ilegais, como o tráfico de drogas. No ano passado, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) se mostraram mais fortes, o que gerou mais violência contra a juventude cristã.

Além disso, o impacto da pandemia da COVID-19 afetou muitos grupos que já eram vulneráveis a gangues criminosas, particularmente em áreas do país que são parcialmente controladas por esses grupos violentos.

Na esfera pública, de forma geral, a intolerância religiosa está crescendo a cada dia por conta do apego ao secularismo. Cristãos podem ser vistos erroneamente como preconceituosos ou discriminatórios.

Perseguição em comunidades indígenas

Missionários cristãos que atuam em comunidades indígenas são frequentemente atacados e enfrentam abuso físico, confisco de bens e prisão. “Um dia, recebi uma mensagem de uma dessas gangues [criminosas] dizendo que se eu não cooperasse com a ‘causa’ delas, então eu não deveria estar nesta cidade. Elas também disseram que todos os jovens devem fazer parte de seus grupos”, disse o pastor Alberto, cristão perseguido na Colômbia. 

Muitas vezes, os indígenas convertidos ao cristianismo, que vivem em regiões semiautônomas, são vistos como traidores da cultura e da herança do povo. Nessas regiões, quem exerce maior poder são as autoridades locais. Os novos convertidos podem ser expulsos de suas casas ou passam a ser alvo de perseguição da comunidade. 

Situação de homens, mulheres e crianças

Os homens cristãos enfrentam um nível mais alto de ameaça e perseguição. Como os homens são os responsáveis pelo sustento da família, são ameaçados quando não fornecem dinheiro para os grupos armados. 

Nas áreas controladas pelos cartéis de drogas, os jovens são os principais alvos para fins de recrutamento e estão expostos à doutrinação e participação obrigatória nas atividades desses grupos (sequestro, abuso sexual, tráfico, etc.). Muitos acabam aceitando por causa da pobreza em que vivem.

Mulheres que vivem em comunidades tribais e se decidem pelo cristianismo podem enfrentar o divórcio, a separação dos filhos e a exclusão da sociedade. Isso as coloca em posição de vulnerabilidade, podendo ser expostas ao deslocamento forçado e ao tráfico sexual. 

Em áreas mais negligenciadas, os programas governamentais são patrocinados por organizações multilaterais que insistem em incentivar recursos de “planejamento familiar”, que na maioria das vezes envolvem contraceptivos e aborto. 

Em alguns lugares, elas são pressionadas a usar esses métodos em troca do recebimento de ajuda governamental ou acesso total aos cuidados de saúde. Essa pressão é realizada de forma mais agressiva nas escolas da zona rural, onde as jovens são coagidas a usar contraceptivos mesmo que seus pais discordem por razões religiosas.   

Em áreas onde predomina o controle de criminosos, a doutrinação guerrilheira de crianças é uma triste realidade. Meninos e meninas devem aceitar as ideologias violentas e podem até ser vítimas de estupro.

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