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Países que perseguem a Igreja: como vivem os cristãos nas Maldivas

Para manter as “águas tranquilas” cristãos precisam praticar a fé em segredo.

Para não enfrentar violência, cristãos maldivos precisam manter a fé em segredo. (Foto: Portas Abertas)

Oficialmente conhecido como República das Maldivas, o país está situado numa região que possui cerca de 1200 ilhas, das quais 203 são habitadas. A pesca costuma ser a atividade econômica dominante, logo a economia se sustenta nesse ramo da exportação e, claro, também no turismo, já que suas praias paradisíacas atraem turistas do mundo inteiro.

Junto do Sri Lanka, é um dos poucos países do Sul da Ásia com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado elevado, com sua renda per capita alta. As Maldivas são vistas como um destino de férias de luxo, mas o glamour pode ser limitado por alguns costumes muçulmanos. 

Como a religião islâmica é predominante e obrigatória, algumas regras devem ser respeitadas. Há restrições no vestuário, consumo de álcool e carne de porco. Se é assim para os visitantes, como é a situação de quem mora lá?

A falta de liberdade religiosa é um problema sério nas Maldivas. Quando o assunto é “direitos humanos” o país apresenta questões significativas nessa área, bem como abuso e tratamento desigual das mulheres e corrupção.

A violência por trás da calmaria dos mares

O rígido regime islâmico vigia de perto seus cidadãos em busca de qualquer sinal de desvio, incluindo a escolha religiosa. Todos os políticos afirmam implacavelmente que estão mantendo as Maldivas 100% muçulmanas. 

A conversão ao cristianismo pode facilmente resultar em denúncias a líderes ou autoridades. Até mesmo os cristãos expatriados que trabalham no setor turístico, vindos da Índia e Sri Lanka são observados e monitorados.

Essa opressão islâmica e paranoia ditatorial são as principais causas da perseguição aos cristãos, que preferem manter sua fé em segredo. Mulheres ou meninas que são descobertas praticando o cristianismo são ameaçadas e condenadas a casamentos forçados. Há relatos de cristãs que foram abusadas e estupradas. 

Além disso, multidões encarregadas de vigiar a vida das pessoas são conhecidas por sequestrar cidadãos maldivos suspeitos de serem irreligiosos ou não muçulmanos, vendá-los, levá-los a lugares remotos e ali fazer um julgamento de suas ações, o que denominam um “julgamento de vigilantes”.  As cristãs secretas também são afetadas por isso. 

Quanto aos homens cristãos secretos, quando descobertos podem sofrer lesões corporais, assédio, ameaças e prisão governamental.

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