Governo norte-coreano dificulta propagação do evangelho no país

Em meio a tufões, líder prioriza e exige adoração à família Kim

Programas de televisão, rádio e jornal reforçam a doutrinação (foto representativa)

A propaganda do governo norte-coreano se intensificou nas últimas semanas. Em um artigo recente do jornal estatal Rodong Simun, o governo declarou que as estátuas e objetos de adoração à família Kim são mais importantes que a vida das pessoas diante do tufão Khanun que atingiu o país em agosto.  


Kim Jong-un, o líder do Estado, disse inicialmente que “para o nosso Partido, a vida das pessoas é mais valiosa do que qualquer outra coisa. Tudo nessa terra só existe para garantir a segurança e saúde das pessoas”.


Mas, logo depois, disse: “É de suma importância preservar os retratos e estátuas dos nossos grandes líderes e protegê-los 
a qualquer custo. Devemos clamar por misericórdia a eles em meio aos tufões e enchentes”. 


Idolatria aos líderes
 


“Alguns especialistas chamam a Coreia do Norte de Estado teocrático. E, de fato, a realidade é muito próxima disso. Os líderes são idolatrados. A Coreia do Norte tem milhares de monumentos e exige que as pessoas se curvem com profunda reverência diante desses objetos feitos por mãos humanas”, conta 
irmão Simon*, responsável pelo trabalho da Portas Abertas com norte-coreanos. 


Todas as fábricas, escritórios e casas devem ter um retrato dos líderes na parede. Durante inspeções surpresas da polícia, um dos itens observados é se esses quadros estão bem conservados. Espera-se que em um incêndio, por exemplo, as pessoas sacrifiquem a própria vida para salvar os retratos. 
 


A própria televisão alimenta a ilusão sobre a família Kim. Um dos programas infantis apresenta como “fato histórico” que os líderes norte-coreanos derrotaram os imperialistas estadunidenses. Em outro programa, crianças sacrificam a vida em prol do “grande Kim”. Tudo para afastar a influência do Ocidente, o que inclui o cristianismo.
 


Difamação de missionários
 


Refugiados norte-coreanos contaram como é a 
propaganda anticristã norte-coreana. A cristã Hea Woo* ouviu quando pequena que “missionários americanos viviam escondidos no porão do hospital e sequestravam crianças para roubar órgãos e sangue e vender na China. Histórias terríveis”. 


Hyo*, outro refugiado, contou que quando encontrou cristãos 
no abrigo da Portas Abertas na China ficou com tanto medo que fugiu pela janela. “Eles estavam lendo um livro com uma cruz na capa. Eu tinha aprendido que aquele era o símbolo de pessoas diabólicas. Estava tão doutrinado que fugi de um abrigo completamente seguro”. 


O doutrinamento começa desde os primeiros anos de vida. As primeiras palavras que os pais ensinam aos filhos são: “Obrigado, grande Kim II-sung”. E todos os meios de comunicação alimentam a doutrinação por meio de televisão, rádio, jornais e programas de entretenimento.
 


Igrejas usurpadas
  


“É uma triste ironia. Muitas das igrejas fechadas na década de 50 foram transformadas em Centros de Pesquisas de Kim II-sung”, conta Simon. Nesses centros, há reuniões de adoração à família Kim. 
 


A batalha espiritual na Coreia do Norte é desafiadora. A propaganda constante torna difícil anunciar o evangelho. E os que querem ouvir a palavra de Deus precisam se libertar de anos de doutrinação. Ore pela libertação da nação mais perigosa da 
Lista Mundial da Perseguição 2023.   


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Nomes alterados por segurança. 

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