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| Eun-Yeong não entendia as reais inteções do evangelista Cho em ajudá-la (foto representativa) |
A Portas Abertas contou a história do evangelista Cho* e seu ministério impossível de evangelizar norte-coreanos. Ele caminhava semanalmente por florestas na China em busca de fugitivos da Coreia do Norte. Em uma dessas ocasiões encontrou o jovem casal Cheol-Ho* e Eun-Yeong*.
Subindo uma colina íngreme, Cho avistou Eun-Yeong e Cheol-Ho escondidos. Pelo estado de suas roupas, deduziu que o casal estava fugindo da Coreia do Norte. Apesar da abordagem amigável, Eun-Yeong gritou: “Fique longe de nós. Deixe-nos em paz”.
Cho pediu, com calma: “Não estou aqui para machucar. Quero ajudar você. Por favor, não grite. Não sabemos quem pode estar ouvindo!”. Cheol-Ho retrucou: “Não precisamos de sua ajuda”.
O evangelista insistiu, oferecendo algo que eles precisavam: “Tenho comida e água. Vocês estão com fome?”. Ele colocou a bolsa no chão e recuou. O casal se aproximou rapidamente para comer.
Cho se aproximou novamente e disse: “Não tenham pressa, esta comida e água são de vocês. Há uma lona e alguns cobertores na bolsa. Usem para montar um abrigo. Voltarei para trazer mais comida”. Conforme prometido, o líder cristão voltou com uma lanterna de cabeça e uma bolsa cheia de suprimentos.
Motivado pelo amor
Durante a conversa, Eun-Yeong perguntou a Cho: “Você carrega comida pelas montanhas e diz que faz isso toda semana. Deve haver algum motivo por trás disso. Por que você faz isso?”.
O cristão respondeu: “É por causa de um homem chamado Jesus. Ele é o Filho de Deus e a ama muito. Aliás, eu trouxe para você um livro sobre ele”. Ele entregou uma Bíblia à norte-coreana. Eun-Yeong balançou a cabeça, dizendo que não acreditava em Deus, e empurrou o livro de volta. “Somos gratos pela comida, mas não queremos ter nada a ver com superstição”, respondeu diretamente.
O evangelista se recusou a Bíblia de volta, dizendo: “Este livro é seu. Leia ou não, a decisão é sua”. Ele alertou sobre os perigos de ficarem na floresta e os aconselhou sobre a fuga. “Se forem pegos, serão mandados para casa – e as consequências serão severas. Vocês precisam decidir qual rota querem seguir, e eu farei o possível para ajudá-los”, explicou.
Frutos do trabalho impossível
Cho retornou à floresta várias vezes. Em uma delas, Eun-Yeong correu em sua direção e disse: “Ontem, enquanto eu dormia, tive um sonho. Havia uma pessoa no meu sonho… ele me chamou pelo meu nome, acho que era esse Jesus de quem o livro fala. Não sei o que isso significa, nem por que Jesus me chamou pelo nome. Mas sei que quero descobrir mais sobre ele. O que você pode me contar?”.
Cho explicou os fundamentos do evangelho. O cristão, então, convidou o casal a ficar em um local seguro para aprender mais sobre a Bíblia. “É uma casa onde vocês estarão seguros, embora devam saber que, se forem pegos, serão enviados à Coreia do Norte. Isso também atrasará sua fuga. Mas parece que é algo que vocês deveriam considerar. Pensem nisso e me avisem amanhã”, completou.
Na noite seguinte, Cho encontrou Eun-Yeong e Cheol-Ho com o abrigo desmontado. “Decidimos que queremos ir à casa para aprender mais sobre Jesus. Por favor, leve-nos até lá esta noite!”, pediu a norte-coreana.
O cristão sorriu e reconheceu: “Eu estava orando para que dissessem isso”. Ele os levou secretamente para o carro e os conduziu ao abrigo apoiado pela Portas Abertas. Ali, o casal recebeu abrigo e comida e participou de estudo bíblico, decidindo seguir a Jesus. Eles optaram por retornar à Coreia do Norte para compartilhar o amor de Deus com seu povo.
Cho continuou seu ministério, retornando à floresta para ajudar quem encontrasse, e orava por Eun-Yeong e Cheol-Ho. Um ano depois, ele recebeu uma mensagem do casal: “Nossa família aumentou para cinco”, indicando que mais três norte-coreanos haviam se convertido a Jesus.
*Nomes alterados por segurança.
Socorra refugiados norte-coreanos
Eun-Yeong e Cheol-Ho foram acolhidos nas casas seguras na China e puderam conhecer Jesus e outros cristãos norte-coreanos. Doe agora e ajude a prover alimentação, abrigo e cuidado pastoral a outros cristãos norte-coreanos refugiados na China.

