Adolescente de 15 anos e dois cristãos são mortos por parentes após seguirem Jesus na Índia

A família cristã foi morta por parentes após ser acusada de “bruxaria” por frequentar cultos e se render a Jesus na Índia.

A reunião de oração após o crime. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

Uma adolescente de 15 anos e seus pais foram assassinados por serem cristãos no estado de Odisha, na Índia. O ataque deixou três filhos órfãos e os obrigou a se esconder por medo de novas represálias.

O crime ocorreu em 25 de janeiro, na vila de Nialijharan, distrito de Keonjhar. As vítimas foram identificadas como Jitendra Soren, 35 anos; sua esposa, Malati Soren, 32; e a filha do casal, Sasmita Soren, de 15 anos. 

Segundo familiares e líderes cristãos, os acusados são parentes das vítimas que, por causa de suas crenças tribais, passaram a acreditar que a conversão da família ao cristianismo teria provocado doenças entre seus familiares.

Embora o boletim de ocorrência registrado na delegacia de Ghasipura tenha inicialmente apresentado o caso como uma disputa de terras, Suguda Soren, filho do casal, disse ao Morning Star News:

“O fato de sermos cristãos teve um papel enorme nesses assassinatos”. Ele estava em um alojamento estudantil em Bhubaneswar no momento do ataque.

O casal deixou três filhos: Pana Soren, de 21 anos, que mora com a família do marido; Suguda Soren, de 18 anos; e a caçula, Rani Soren, de 12 anos, que vivia com os pais. Pana e Rani testemunharam o ataque e escaparam por pouco com vida.

A polícia registrou o caso como “homicídio” e “ato criminoso com intenção comum”, o que resultou na prisão dos três suspeitos. O boletim foi registrado pela filha mais velha das vítimas.

Acusados de praticar bruxaria

Jitendra Soren começou a seguir a Cristo cerca de oito meses antes do crime, enquanto enfrentava sérios problemas de saúde. Após receber orações de um pastor, ele foi curado e, com a família, passou a frequentar regularmente os cultos.

Anil Kumar Nayak, líder cristão em Bhubaneswar, afirmou que a recuperação física e a fé da família provocaram forte oposição de parentes que seguem crenças tribais tradicionais.

“Quando aceitamos a Jesus, meus tios se opuseram à nossa fé e frequentemente discutiam com meus pais”, contou Suguda Soren.

Tempos depois, a filha do irmão de Jitendra adoeceu e passou a ter febres recorrentes. Então, ele culpou a fé do cristão e a frequência da família à igreja pela doença da menina.

“Ele culpou Jitendra, dizendo que ele foi à igreja e, por meio de feitiçaria, transferiu sua doença para a filha”, relatou o pastor.

Dois dias antes dos assassinatos, Jitendra foi confrontado pelo irmão sobre "ir à igreja e praticar bruxaria".

“No domingo [dia dos assassinatos], meu tio ameaçou meu pai e disse que, se a filha dele não se recuperasse, ele mataria toda a família”, disse Suguda Soren.

O ataque

Na tarde do dia 25 de janeiro, pouco depois de retornarem de um culto, parentes com varas de bambu e um machado invadiram a residência da família.

Ao ouvir a confusão, a adolescente Sasmita Soren correu para proteger o pai, mas foi morta com um corte na garganta, assim como a mãe, Malati. Jitendra tentou fugir, porém foi perseguido e morto. Duas filhas do casal — Pana, de 21 anos, que visitava os pais com os filhos pequenos, e Rani, de 12 anos — presenciaram o ataque e conseguiram escapar.

Ao chegar em outra aldeia, Rani informou os moradores locais sobre os assassinatos, e eles chamaram a polícia.

Atualmente, Suguda e Rani estão abrigados por uma família cristã e temem voltar para casa. Segundo eles, seus parentes enviaram mensagens dizendo: “Vocês não têm mais ninguém. Parem de seguir a Cristo e nós cuidaremos de vocês e viveremos juntos”.

No entanto, Suguda respondeu: “Não abandonaremos Cristo. Viveremos como cristãos e, quando morrermos, morreremos como cristãos”.

‘Ore pela família’

Mesmo diante das ameaças, líderes cristãos realizaram uma grande reunião de oração na residência da família assassinada, com proteção policial. 

“Embora houvesse muitos riscos, todos os líderes cristãos disseram que realizar orações na residência era o que traria paz à família sobrevivente. Cerca de 400 pessoas se reuniram para o encontro e, pela graça de Deus, o culto foi abençoado”, disse o pastor. 

Ele pediu orações pelos filhos do casal, especialmente por Suguda Soren e Rani, “para que a paz sobrenatural de Deus proteja suas mentes, para uma profunda cura emocional e para sua segurança física sob a proteção da igreja”.

E concluiu dizendo: “Ore para que a verdade por trás da violência, motivada pela hostilidade religiosa, seja revelada. Orem para que as autoridades ajam com integridade e que o processo legal reflita a realidade da perseguição que enfrentaram”.

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