As duas mulheres foram acusadas do crime de blasfêmia
Apesar da absolvição, as cristãs continuam em risco no Paquistão, 8º país da Lista Mundial da Perseguição 2026 (foto representativa)
As enfermeiras cristãs Mariam Lal e Newosh Arooj foram absolvidas após quatro anos e meio de prisão no Paquistão. Elas estavam detidas pelo crime de blasfêmia e foram inocentadas porque o denunciante não conseguiu apresentar provas suficientes. A decisão do Tribunal Distrital no Paquistão aconteceu em novembro de 2025, mas o veredito só se tornou público recentemente.
Presas por remover um adesivo
As cristãs removeram um adesivo contendo um versículo islâmico enquanto limpavam as paredes de uma enfermaria do Hospital Cívico de Faisalabad, onde trabalhavam. Esse foi o motivo para que um médico sênior do hospital as acusasse de “profanar o Alcorão”, o que resultou na prisão das duas enfermeiras em abril de 2021.
Quando a notícia das acusações se espalhou, uma multidão furiosa se reuniu no hospital exigindo sua execução. No Paquistão, a blasfêmia ao islã é considerada crime passível de punição com prisão perpétua. Por isso, o veredito é considerado uma decisão histórica. Veja o relato de Anwar Kenneth, que passou dois anos no corredor da morte no Paquistão pela mesma acusação.
Parceiro fala sobre poder da oração para acusados de blasfêmia no Paquistão
“A absolvição traz um senso de alívio e esperança para as minorias religiosas no Paquistão, que frequentemente se sentem vulneráveis sob as leis de blasfêmia. Ela reflete uma coragem judicial incomum”, disse um parceiro na região do Golfo.
“O veredito é, sem dúvida, visto como uma resposta às orações constantes por verdade, justiça e misericórdia. No Paquistão, tribunais de primeira instância têm frequentemente aplicado punições severas, incluindo sentenças de morte, em grande parte devido à pressão social e ao medo”, acrescenta o parceiro.
Enfermeiras cristãs continuam em risco
Embora as duas mulheres tenham sido libertas sob fiança após cinco meses de detenção, elas vivem com medo de perder a vida desde então. A blasfêmia é um tema extremamente delicado no Paquistão, muitas vezes levando à violência de multidões contra as vítimas. Confira o relato da cristã Asia Bibi que viveu os riscos da perseguição no Paquistão.
As leis de blasfêmia do país têm sido cada vez mais usadas para resolver disputas pessoais não relacionadas com cristãos, por exemplo em conflitos por terras. Portanto, embora haja alegria pela notícia da absolvição, ainda há preocupações profundas sobre como falsas acusações de blasfêmia colocam cristãos e outras minorias religiosas em risco.
“O veredito reforça a necessidade de reformas legais e de proteção eficaz para minorias religiosas, para que a justiça não seja uma exceção que ocorre raramente, mas um direito consistente.”
Parceiro na região do Golfo
No Paquistão, os cristãos frequentemente enfrentam abusos e anseiam por proteção no país que é o 8º colocado na Lista Mundial da Perseguição 2026. Veja agora mapa e e-book da LMP 2026 e descubra como apoiar cristãos nos 50 países onde é mais difícil seguir a Jesus.
