Aos dez anos, filha de missionários resiste à perseguição no México

Menina cristã conheceu de perto a rejeição e quase perdeu a irmã mais nova

Alissa (à direita) e sua irmã caçula cantando louvores juntas

No Círculo do Silêncio, um dos lugares mais difíceis para se pregar o evangelho na América Latina, a história de Alissa*, uma garota de dez anos, e sua família nos ajuda a entender como é a vida dos cristãos perseguidos no México. 

Os pais de Alissa são missionários e se mudaram para a região central do país para continuar seu ministério evangelístico. Na época, Alissa tinha apenas cinco anos.  

O Centro do México é conhecido como Círculo do Silêncio por conta da hostilidade enfrentada pelos cristãos. A região é repleta de memória histórica, particularmente da Guerra Cristera, um conflito sangrento na década de 1920, no qual centenas de cristãos morreram defendendo seu direito de adorar a Deus livremente. 

Pouco tempo depois da família se mudar para o local, seus animais de estimação foram envenenados por vizinhos que suspeitavam que eles fossem cristãos. Um dos filhotes envenenados lambeu a irmã mais nova de Alissa, levando a menina ao hospital com lesões internas graves e uma parada respiratória. 

“Aquela noite foi muito difícil. Doeu muito perder meus animais de estimação e ver minha irmã tão doente”, lembra Alissa. Logo, os colegas de classe começaram a se afastar de Alissa e sua melhor amiga começou a evitá-la. Boatos se espalharam. Sussurros se tornaram insultos, e Alissa se tornou um alvo, uma condição que ela enfrenta até hoje. 

“Eles me chamam por nomes ou me deixam de fora das atividades. Isso dói muito”, diz a menina. Ela ainda é apenas uma criança, mas já sabe como é ser isolada. Não por como se comporta ou fala, mas por acreditar que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. 

“Aprendi a ser corajosa” 

A família sabe que sua própria existência é um risco nessa região do México. “O fanatismo religioso aqui chegou ao ponto de vermos ameaças de morte contra missionários”, diz Beatriz*, mãe de Alissa. 

Pastores tiveram que fugir da região quando líderes religiosos locais, em aliança com grupos criminosos, ameaçaram suas vidas. Por causa do perigo, a família de Alissa compartilha o evangelho de forma discreta. 

Eles constroem relacionamentos por meio de aulas de reforço escolar, oferecendo ajuda em matérias como matemática e inglês, conquistando a confiança e falando sobre Cristo aos poucos com as crianças e suas famílias. “Quando eu crescer, quero ser professora. Quero ensinar as crianças a lerem e contar a elas sobre a palavra de Deus”, diz Alissa. 

A menina não guarda mágoas em relação àqueles que a machucaram. Em vez disso, ela ora por eles. “Eu peço a Jesus que as meninas da escola o conheçam, que seus corações não permaneçam endurecidos. Jesus está sempre conosco. Não precisamos ter medo. Aprendi a ser corajosa. Deus me ensinou a ser.” 

Você pode fazer a diferença 

Mulheres cristãs que vivem na região do Círculo do Silêncio podem perder seus empregos e até o apoio da família por causa da fé. Com sua ajuda, a Portas Abertas oferece ajuda emergencial e cuidados pós-trauma para famílias como as de Beatriz e Alissa. Doe e seja resposta de oração! 

*Nomes alterados por segurança

Silhueta De Uma Mulher Latino‑Americana Em Um Ambiente Interno, Representando Reflexão, Vulnerabilidade E A Necessidade De Cuidados Pós‑Trauma Para Cristãs No México.

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