A Aliança Cristã das Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA) assinou um acordo-quadro de cooperação com o Instituto Nacional de Assuntos Indígenas (INAI). O acordo foi assinado pelo presidente da Aliança, Pastor Christian Hooft, e pelo chefe da INAI, Claudio Avruj, uma entidade que depende do Ministério do Interior.
ACIERA e INAI trabalharão em um marco de colaboração, assistência recíproca e promoverão ações territoriais para alcançar os objetivos de ambas as entidades, realizando atividades em áreas de interesse mútuo.
O documento reflete o compromisso de melhorar as condições das comunidades indígenas e vulneráveis por meio de ações integradas baseadas na fé, educação e ajuda humanitária.
Christian Hooft: "Todo o nosso trabalho está focado em manter os valores do Evangelho e a ajuda social e humanitária, sem outros objetivos. O fato de podermos trabalhar de forma transparente, com a realidade na mesa e anos de conhecimento, nos permite construir confiança. Estar no território nos ajuda a visualizar quem é quem. Temos que estar do lado do povo e da necessidade, sendo fiéis ao chamado daqueles que mais precisam. É isso que mais nos emociona."
Por sua vez, Claudio Avruj disse: "Com a assinatura deste acordo, abriu-se a possibilidade de unir esforços humanos. Há uma capilaridade importante em como alcançar e empoderar uns aos outros, entendendo que o que nos move é o desenvolvimento humano e a vida da comunidade. Sabemos que os problemas de saúde, acesso à água e educação afetam a todos; são questões prioritárias. Precisamos ver como ajudar a promover aquilo que eles já sabem fazer, como seu desenvolvimento na agricultura, pecuária e empreendedorismo, entre outros."
Essa iniciativa foi acompanhada pelos membros da ACIERA e membros do Conselho Nacional de Diretores: Jorge Gómez (vice-presidente executivo), Ligia Wurfel (secretária e diretora da área de Cooperação), Juan Carlos Bazán, Orlando Vitale, David Patiño e Hugo Baravalle (Comitê de Ética). Em nome do INAI, Alejandro Collia, diretor da Afirmação dos Direitos Indígenas, estava presente.
Da mesma forma, representantes de diferentes organizações, ministérios e entidades que atuam em apoio às comunidades vulneráveis presenciaram a assinatura: a Sociedade Bíblica Argentina (SBA), a União das Assembleias de Deus (UAD), a Confederação Batista Evangélica Argentina (Confeba), a Igreja de Deus na Argentina, a Igreja Anglicana de San Andrés em Salta, Haggai Argentina, Igreja Transparente, São Fundação, Fundação Brindse e Igreja Consolação das Nações de Córdoba, entre outras.
Dados estruturais sobre comunidades indígenas
População e território:
Na Argentina, mais de 30 povos indígenas coexistem, reunindo cerca de 1.700 comunidades registradas. O principal marco legal é a Lei 26.160, que determina o levantamento das terras ancestrais para prevenir despejos, embora sua implementação completa ainda enfrente atrasos burocráticos e judiciais nas províncias.Emergência na região norte:
No Chaco Salteño e no Impenetrável, onde vivem os povos Wichí e Qom, as prioridades humanitárias mais urgentes estão focadas no acesso à água potável, a desnutrição infantil e a falta de infraestrutura de saúde, problemas agravados pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas locais.Tensões na Patagônia:
No sul do país, as comunidades mapuches enfrentam conflitos decorrentes da reivindicação de propriedade coletiva de suas terras em áreas de expansão imobiliária, turismo e projetos de desenvolvimento energético, onde exigem o cumprimento dos direitos de consulta prévia.
