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| Mesmo no cativeiro, após ser sequestrada e ver a morte do marido e dos filhos, Sabina manteve a fé e entoava hinos |
*Conteúdo sensível: violência extrema.
O ano de 2026 teve início com o sequestro de 177 cristãos no estado de Kaduna. Em todos os meses do primeiro semestre deste ano cristãos enfrentaram ataques e assassinatos no Noroeste da Nigéria.
Parceiros locais da Portas Abertas identificaram 5.400 famílias cristãs deslocadas que enfrentam necessidades urgentes de suprimentos básicos e cuidados pós-trauma em diversas comunidades na região.
Sabina David é uma mãe que enfrentou essa violência extrema. Sua história revela não apenas o sofrimento vivido por milhares de cristãos, mas também a urgência de apoio espiritual e prático à Igreja Perseguida.
A noite que mudou a vida de Sabina
Sabina é uma cristã do Noroeste da Nigéria que teve sua vida transformada de forma abrupta em um ataque violento à sua casa. Em 10 de abril de 2026, durante a noite, homens armados invadiram sua residência quando todos estavam dormindo e sequestraram toda a família.
Ao todo, 12 pessoas foram raptadas. A partir desse momento, Sabina passou a viver uma das experiências mais traumáticas que alguém pode enfrentar.
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| Foto representativa de ataque e sequestro na Nigéria |
Ela e seus familiares foram submetidos a agressões constantes, fome, humilhação e violência extrema enquanto estavam em cativeiro.
Presos como escravos por causa da fé em Jesus
No dia seguinte ao ataque, Sabina foi agredida repetidamente, com tanta força que desmaiou. Quando acordou, viu que estava presa.
“Acordei e vi meu marido preso em correntes no chão. Estávamos presos como escravos.”
— Sabina
Seu marido estava profundamente ferido e morreu diante dos seus olhos algumas horas depois da agressão. A cristã relata que o corpo foi lançado em um rio “como se fosse um cachorro”.
Após as agressões e a morte do marido, veio a humilhação. Os responsáveis pelo ataque forçaram-na a dançar para eles enquanto batiam na cristã que ainda estava lamentando a perda do seu esposo.
Por fim, a violência extrema levou dois de seus seis filhos . Ela testemunhou o assassinato de ambos:
“Eles mataram meus filhos no mesmo lugar em que enterraram meu esposo. Enfrentei muitas situações terríveis enquanto estive sob o domínio dos sequestradores.
Eu ficava presa com correntes como uma escrava, sem comida ou água.”
Um hino de fé no cativeiro
“Ó Cristo, aqui estou, venho ao Senhor perdida.
Não há ninguém para me salvar. Não há outro ajudador, senão o Senhor.Aqui estou, Senhor, aqui estou. Ó Cristo, aqui estou.
Venho carregando o peso do pecado, tira-o de mim, purifica-me.Não trouxe resgate algum; vi o seu sangue.
Tem misericórdia de mim e recebe-me.Aqui estou, Senhor, aqui estou. Ó Cristo, aqui estou.
Venho com o peso do pecado. Tira-o de mim, purifica-me.Minha salvação está consumada; o Teu sangue me redimiu.
Agora sou Tua serva; para sempre pertenço a Ti.Aqui estou, Senhor, aqui estou. Ó Cristo, aqui estou.
Venho com o peso do pecado, tira-o de mim, purifica-me.”
Enquanto esteve raptada, esse foi o hino que sustentou Sabina no cativeiro. Assim como o salmista no salmo 130 que clama por misericórdia, forças e graças, o hino que Sabina entoou tantas vezes e ainda continua a declarar hoje a sustentou enquanto estava sob o poder dos sequestradores.
“Essas palavras fortalecem a minha fé e acalmam a minha mente. E eu devolvo toda a glória a Deus Todo-poderoso.”
— Sabina
Por que histórias como a de Sabina ainda são comuns na Nigéria?
Sabina acredita que um dos motivos para que ela fosse atacada com tanta violência era sua identidade como cristã. Seu marido era pastor e o casal era muito ativo na igreja local.
“Porque professamos a fé em Jesus. Essa é a razão por que enfrentamos tantos desafios.”
— Sabina
Histórias como a de Sabina não são casos isolados. Sua realidade é a mesma de milhares de cristãos na Nigéria que enfrentam fome, pobreza extrema e traumas profundos por seguirem a Jesus em comunidades que não toleram sua fé.
A perseguição religiosa na Nigéria tem forçado milhares de cristãos a fugir de suas casas, viver em insegurança constante e depender de ajuda externa para sobreviver.
O clamor de uma viúva e mãe solo à igreja ao redor do mundo
Mesmo ferida emocionalmente e enfrentando perdas irreparáveis, Sabina continua confiando que Deus não a abandonou.
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| Campo de deslocados internos na Nigéria |
Ela e outra mulher conseguiram escapar do cativeiro. Sabina retornou para seus quatro filhos que sobreviveram. Hoje, ela vive como viúva e mãe solo em um contexto de insegurança constante.
Mesmo assim, seu pedido à igreja global não é marcado pelo desespero, mas pela fé:
“Eu achava que a morte era o meu destino, por causa de tudo que aconteceu. Mas Deus penetrou meu coração. Ele me consolou e me fortaleceu. Ele me deu forças para contar minha história a vocês.
Quero que meus irmãos e irmãs em Cristo saibam que não temos paz e precisamos de suas orações.”
— Sabina
Como sua ajuda pode alcançar famílias como a de Sabina?
Parceiros locais da Portas Abertas identificaram 5.400 famílias cristãs deslocadas na região que precisam urgentemente de apoio.
Essas famílias necessitam de:
- alimentos emergenciais;
- itens básicos de sobrevivência;
- apoio psicológico para traumas;
- assistência para reconstruir suas vidas.
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| Família de cristãos deslocados pela violência na Nigéria (foto representativa) |
Como igreja global, somos chamados a caminhar ao lado daqueles que sofrem ressoando a unidade cristã descrita em Efésios 4.1-6. Sua contribuição pode levar esperança concreta a cristãos que perderam tudo, mas não perderam a fé.



