Mulher é liberta dos vícios e encontra satisfação em Jesus: “Pela primeira vez fiquei feliz”

Molley Froud Morse cresceu em um ambiente abusivo e dominado pelas drogas, o que a tornou uma dependente química.


Sharon Ann, do grupo “Filhas do outro lado” e Kaela Cox, recuperada dos vícios. (Foto: Reprodução/AG News)
Quando Molley Froud Morse completou 18 anos, ela não tinha vontade de viver. Ela cresceu em um ambiente abusivo e dominado pelas drogas, que circulavam livremente entre seus familiares.

"Eu vivia deprimida o tempo todo", lembra Molley, que hoje tem 20 anos. "Eu não aguentava acordar, a menos que estivesse drogada."

Aos 15 anos, Molley deu à luz sua filha Audri, mas perdeu a guarda várias vezes para outros membros da família e até para o estado do Arkansas, onde morava.

A jovem havia sido internada por seus parentes em instituições mentais duas vezes e, quando as autoridades tentaram prendê-la pela terceira vez, Molley fugiu, passando três meses de casa em casa.

Destruída, sem dinheiro e sem ter para onde ir, Molley começou a viver com um homem viciado em drogas que a espancava várias vezes.

Para fugir dele, acabou indo a uma igreja, que a colocou em contato com Sharon Ann Hughes, que havia acabado de fundar as Filhas do Outro Lado (DOTS), um ministério baseado na fé para buscar a recuperação de mulheres dependentes químicas.

Nessa época, Molley diz que era dependente de praticamente qualquer droga disponível: metanfetaminas, maconha, álcool, até remédios para tosse e resfriado.

Nova oportunidade

Molley ficou um pouco mais de um ano no DOTS, período durante o qual sua vida mudou. Ela conta que naquele ambiente tranquilo e não caótico, ela encontrou sobriedade.

"O grupo ‘Filhas do outro lado’ me apresentou a Jesus", diz Molley. “Pela primeira vez em muito tempo, fiquei feliz. Eu não sabia que as pessoas poderiam ser tão felizes”.

Molley agora está em seu segundo ano como estudante de enfermagem em tempo integral na Harding University, em Searcy, Arkansas.

Em maio passado, ela se casou com Derek Morse, que está em recuperação e trabalha no serviço público. Molley também recuperou a guarda conjunta de sua filha Audrey.

Molley frequenta a igreja no Whitney Lane Family Worship Center, onde o DOTS está sediado.

Discipulado intensivo

O DOTS, para mulheres de 17 a 62 anos, começou há dois anos e tem 35 mulheres morando em seu campus.

"Elas se tornam irmãs às pressas", conta Sharon Ann, 59. "A idade não é um fator que as separa. Elas têm muito em comum como as lutas por causa do vício.”

O intenso programa de discipulado é totalmente financiado por doações de congregações, grupos cívicos e indivíduos. O DOTS também arrecada fundos através de sua loja de consignação, caminhão de alimentos e negócios de camisetas. Além disso, as mulheres podem arrecadar doações de tudo, como fazer bombons ou trabalhos manuais.

As mulheres não pagam pelo atendimento. As inscritas são mantidas ocupadas. As mulheres do programa assistem às aulas quatro dias por semana, onde o estudo da Bíblia, devoções e adoração acontecem diariamente.

"A Palavra de Deus é o nosso fundamento", diz Sharon Ann.

Um dia por semana, as mulheres trabalham em empresas como o centro de roupas DOTS ou um banco de alimentos local. Aos sábados, o DOTS realiza um serviço de capela, que os parentes dos que recuperandos podem visitar. Um pastor local ou líder leigo prega, seguido por um período de comunhão e uma refeição caseira com os membros da família.

Aos domingos, os estudantes do DOTS viajam pelo Arkansas, prestando testemunho nas igrejas. No domingo à noite, eles costumam voltar para os cultos em Whitney Lane.

Nos primeiros seis meses do programa residencial, os alunos devem permanecer no campus. Na fase 2, as mulheres podem encontrar emprego ou frequentar a faculdade. Quarenta e nove mulheres se formaram no programa, com muitas delas assegurando emprego e recuperando a custódia dos filhos.

Sharon Ann tinha uma irmã mais velha que morreu de overdose em 2012.

"O vício é uma dor para nossas comunidades e famílias", diz Sharon Ann s. "Não quero ver mais ninguém perder um irmão ou filha por vício. Queremos que as crianças tenham uma mãe sóbria.

O trabalho de Sharon Ann está valendo a pena. A história de vida de Kaela Cox, semelhante à de Molley e de muitos outros graduados do DOTS, tem demonstrado isso.

Kaela lutou contra um distúrbio alimentar, sofreu quatro anos de abuso sexual antes da adolescência, afundou na dependência de metanfetaminas e pílulas para dor, perdeu a guarda de seus dois filhos e passou a viver um relacionamento tóxico com homens.

"Cheguei a um lugar onde sabia que entregaria minha vida a Cristo ou morreria em dependência", diz a moça de 26 anos. "Sharon compartilhou o amor de Deus comigo e aqui encontrei meu propósito e minha identidade".
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