Missionários pregam pela primeira vez em região da África chamada de ‘zona de ninguém’

 Missionários da organização World Mission estão levando o Evangelho ao povo Pokot, em uma região onde não há cristãos, nem igrejas.

Grupo se reúne debaixo de árvore norte do Quênia, para ouvir Bíblia em áudio movida a energia solar. (Foto: World Mission)

O povo Pokot, que habita no norte do Quênia, tem sido alcançado pela primeira vez pelo Evangelho, segundo Greg Kelley, da organização missionária World Mission.

O Quênia acaba de enfrentar uma grande infestação de gafanhotos e ainda lida com uma seca que já dura vários anos. Além do contexto difícil, os Pokot estão frequentemente em conflito com seus rivais, o povo Turkana, em disputa por recursos como terras e gado.

“Eles dizem que é uma ‘zona de ninguém’”, disse Kelley ao site Mission Network News. “Você passa por postos de controle militares e policiais e eles perguntam: ‘Tem certeza que quer seguir por essa estrada?’ Mas sabemos para onde estamos indo — são lugares onde o Evangelho precisa chegar”.

“É por isso que vamos lá”, continua Kelley. “Nossos parceiros nacionais estão trabalhando nessas regiões de alta tensão”.

Falando especificamente sobre a região de Pokot, Kelley descreve: “Não existe nenhum cristão. Não existe nenhuma igreja. Não há nada acontecendo lá”.

Em dezembro, a World Mission vai lançar uma campanha em parceria com o projeto “Jesus Film” para compartilhar a história de Jesus no norte do Quênia, através de um telão. A organização missionária pretende distribuir Bíblias de áudio movidas a energia solar e fornecer água limpa.

Kelley relata uma experiência marcante que teve durante um evangelismo em um vilarejo próximo desta região, enquanto mostravam ao povo o filtro de água doado pela World Mission. “Um guerreiro Pokot, que carregava um AK-47, quando viu a água limpa saindo do filtro depois de ver o quão suja ela estava, disse: ‘Se o seu Deus pode fazer isso comigo, eu quero conhecer Ele’”, conta.

“É aquele tipo de encontro que temos com as pessoas porque elas simplesmente veem o amor e a preocupação que temos com sua condição física, e isso abre seus corações para o Evangelho. Então, precisamos orar para que Deus abra os corações dos Pokot e dos Turkana nessas áreas hostis”, pede Kelley.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem