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Cristã sobrevive a ataque do Boko Haram após afirmar sua fé em Jesus para os terroristas

 Mesmo tendo visto seu marido ser baleado pelos terroristas do Boko Haram, Afordia não negou sua fé em Jesus quando foi confrontada por eles.

Afordia viu seu marido ser assassinado pelos terroristas do Boko Haram em 2014, mas sobreviveu ao ataque e conseguiu fugir com os filhos. (Imagem: Portas Abertas / EUA)

Nigéria entrou este ano para o ‘top 10’ dos piores perseguidores de cristãos da Lista Mundial da Portas Abertas para 2021, com grupos extremistas como Boko Haram e a milícia Fulani atacando comunidades cristãs. Um desses ataques mudou a vida de Afordia e seus familiares para sempre. Em 2014, o Boko Haram atacou sua aldeia enquanto ela trabalhava em uma clínica.

“Eu tive que ir para debaixo do teto de outras pessoas para evitar as explosões de bombas, para evitar os tiros, me escondendo para tentar chegar à minha casa e proteger os meus filhos”, compartilhou Afordia durante uma entrevista com David Curry, que é CEO da Portas Abertas (EUA).

Seu marido foi baleado e morto no ataque, mas ela escapou com seus filhos.

Ela contou que ela e o marido estavam dentro do carro, quando avistaram os terroristas.

"No momento em que vi o Boko Haram, inicialmente eu estava pensando que fosse o exército nigeriano, porque eles estavam inteiramente vestidos como soldados. Então, cheguei a dizer: ‘Bendito seja o nome do Senhor, o exército nigeriano veio para nos ajudar’”, relatou ela.

“Somente o meu marido os reconheceu, porque eles usavam um outro tipo de faixa na cabeça. E meu marido disse: ‘Isto não é o exército nigeriano. Eles são do Boko Haram’. Eu perguntei: ‘Como você sabe?’ e foi nesse momento que meu coração ficou aflito’”, acrescentou.

Durante a abordagem dos terroristas, o marido de Afordia foi questionado sobre sua fé e não omitiu o fato de ser cristão.

“No momento em que eles me pararam, meu marido saiu do carro e eu o segui. Então, estávamos nós dois parados diante deles. Eles começaram a perguntar para o meu marido: você é um infiel ou muçulmano?”, contou ela. “Meu marido respondeu: ‘Eu não sou um infiel, sou cristão’”.

“Eles pediram ao meu marido que fosse para o outro lado da pista. Então, ele foi, se ajoelhou e começou a orar. Eu não sei exatamente as palavras que ele falou para Deus. Quando ele terminou sua oração, eles começaram a atirar”, acrescentou.

Diante daquela tragédia, a reação de Afordia não foi de desespero ou choro, mas simplesmente de ficar sem palavras.

“No momento em que ouvi o primeiro tiro, foi como se meu espírito saltasse de dentro de mim. Eu estava como um graveto seco. Eu não gritei, eu estava simplesmente sem palavras. Eu estava pensando: ‘Isto realmente está acontecendo comigo? Isto não é um sonho?”, contou ela. “Mas de repente, algo me disse: ‘Ore a Deus’”.
Então, os terroristas foram até Afordia para confrontá-la e, assim como seu marido, ela não negou sua fé em Jesus.

“Eles vieram até mim e me perguntaram: ‘Você é uma infiel ou é muçulmana?’. Eu disse: ‘O mesmo que o meu marido’”, respondeu ela. “Eu simplesmente fechei os olhos e comecei a orar: ‘Senhor, receba o meu espírito’. Então, de repente, ouvi um grito: ‘Deixem essa mulher. Eu disse a vocês para matar uma mulher? Deixem ela sozinha'. Então, eu abri meus olhos. Isso foi quando eles pararam e um dos homens disse: ‘Deixem ela ir’”.

Intercessão

Quando David Curry, presidente e CEO da Open Doors perguntou a Afordia como as pessoas de outros países podem orar por ela e pelo povo da Nigéria, ela disse:

“Eu gostaria que orassem por nós, para que Deus nos livrasse de tais matanças cruéis, então para que Deus fortaleça nossa fé e cure nosso coração dos traumas que passamos”, disse ela.

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