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“Não me envergonho do Evangelho”, diz Milton Ribeiro sobre inquérito por homofobia no STF

 O ministro da Educação diz que enfrenta inquérito por homofobia no STF por defender a Bíblia.

Ministro da Educação, Milton Ribeiro, é pastor da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por defender a Bíblia, mas não tem “vergonha de pregar o Evangelho”, durante um culto no último domingo (24) em Santos, no litoral de São Paulo.

“O inquérito que eu enfrento no Supremo Tribunal Federal tem a ver com isso, com algo que Jesus não tem nenhum receio de dizer que não é o caminho certo. Estou muito tranquilo, meu coração está tranquilo”, disse Ribeiro em uma pregação na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, onde é pastor-titular desde 1992.

“Porque não fui chamado no Supremo Tribunal Federal para responder por desvio de dinheiro, nem por coisas erradas, mas porque eu disse o que a Bíblia diz e ponto final”, afirmou.

O ministro da Educação foi denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por homofobia, por causa de uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em setembro do ano passado, onde disse que a homossexualidade é “fruto de famílias desajustadas”.

A PGR chegou a oferecer um acordo, no qual Ribeiro teria que admitir que cometeu crime ao proferir a referida fala, mas o ministro recusou.

"Nós queremos tirar o Brasil de um rumo de desastre, em que valores como família, como criação de filhos, o que é certo, o que é errado, pudessem ser novamente preestabelecidos. A Bíblia diz que haveria um tempo em que as pessoas iriam chamar o que é errado de certo, e o que é certo de errado”, destacou o ministro no culto.

Ribeiro foi a Santos para visitar um colégio onde foram aplicadas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e aproveitou a viagem para visitar sua igreja. 

Em sua pregação, ele disse não ter vergonha de pregar o Evangelho e afirmou que seu papel na pasta do governo federal é “mais espiritual do que político”. Ele também destacou que “nunca houve num governo do Brasil um grupo de ministros com três pastores”. 

“E uma das coisas que eu tenho feito questão de dizer é que eu não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Eu simplesmente não me envergonho. Eu simplesmente digo a todo lugar, a toda hora, a todo tempo, e fora de tempo, que eu creio, em quem eu creio e muitas vezes nas minhas reuniões no ministério eu falo a respeito da minha fé, daquilo que eu tenho por valor, por princípio”, afirmou.

Ribeiro acredita que estar à frente do Ministério da Educação foi uma oportunidade dada por Deus. “[Deus] tem me dado uma oportunidade de ter conversas a sós com o presidente da República, de orar por ele, de pedir a Deus direção e sabedoria. Tivemos no meio da semana uma reunião só de ministros para enfrentamento de tudo o que passamos e logo depois se reuniu um grupo de ministros para orar. Num salão em que no passado as coisas mais infames eram ditas e eram feitas", afirmou.

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