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Países que perseguem a Igreja: Como vivem os cristãos em Comores

 Falar sobre Jesus Cristo em público é ilegal no país

Imagem ilustrativa de uma mulher comoriana em Moroni, capital do país. (Foto: AFP)

POPULAÇÃO: 870 mil
CRISTÃOS: 4,2 mil 
RELIGIÃO: Islamismo, Cristianismo 
GOVERNO: República presidencialista 
LÍDER: Azali Assoumani

Você consegue se imaginar vivendo sua fé em segredo? Sem poder evangelizar ou conversar abertamente com as pessoas sobre o Evangelho? É assim que vivem os cristãos comorenses. No pequeno país localizado no extremo norte do canal de Moçambique, é ilegal falar sobre Jesus Cristo em público. 

Por lá, as pessoas se comunicam em francês, árabe e comoriano. A maioria da população é islâmica. Em algumas regiões há grupos extremistas violentos que costumam ameaçar as pessoas que se convertem ao cristianismo. Normalmente, elas são processadas e pressionadas a viver a nova fé de maneira privada. 

Fazer parte de uma igreja ou evangelizar está fora de cogitação. Quando o assunto é “liberdade de religião” na Constituição do país, o governo considera como um direito para estrangeiros, não para o seu povo. O posicionamento público dos líderes concede aos habitantes uma licença para pressionar e perseguir cristãos. 

O que uma mulher comorense perde ao se tornar cristã?

Se a mulher é muçulmana, ela tem grande influência no lar, o que pode servir de proteção à família, em muitos casos. Quando se decide pelo cristianismo, deixa de ser confiável e passa a ser evitada. Além disso, corre o risco de ser deserdada. Quando isso acontece, enfrenta grandes dificuldades financeiras. Se for solteira, além de não receber a herança da família, pode ser forçada ao casamento com um muçulmano para que seja pressionada a retornar ao islã. Se for casada, pelo menos continua responsável pela educação dos filhos, o que é uma grande vantagem, pois ainda tem a chance de transmitir a mensagem do Evangelho para eles. 

O que enfrenta um homem comorense que se converte ao cristianismo?

Ele perde totalmente a independência. Em Comores, que é uma sociedade matriarcal, um homem casado deve morar com os sogros. Se a família é muçulmana, e o homem se decide pelo cristianismo, então ele passa a ser pressionado. Como ele não tem sua própria moradia deve seguir as regras do dono da casa. A primeira consequência é ter o alimento negado. Depois, a família da esposa a pressiona a pedir o divórcio e, em seguida, ele deve ir embora. 

Problemas internos

Comores é um país pouco visitado e praticamente esquecido pelos turistas. As pessoas preferem ir até a famosa ilha de Madagascar, que fica bem próxima. Além disso, há problemas de saúde pública que envolvem doenças contagiosas, como a malária. O número crescente de casos com Covid-19 piorou ainda mais a situação. 

De acordo com informações do Canal de TV France 24, o governo de Comores recusou ajuda de Mayotte [departamento e região pertencente à França], devido a um desacordo sobre o transporte de material médico. Também rejeitou ajuda da França Continental. Mas, aceitou a ajuda da China, em 12 de janeiro, que vai enviar uma equipe de 48 pessoas para apoiar as equipes médicas locais.

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