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Fiel até a morte: Cristã sobrevive a ataque de radicais e permanece firme na fé

Depois que todos os homens da igreja foram mortos e os jihadistas foram embora, a jovem teve que ajudar a enterrar os corpos.

Salamata enfrentou o ataque de radicais islâmicos juntamente com outros irmãos em Burkina Faso.

Uma jovem cristã de apenas 19 anos, conta sobre as dificuldades que já enfrentou por ser cristã em Burkina Faso, um país africano que enfrenta a atuação violenta de grupos islâmicos militantes como o Estado Islâmico, Al-Qaeda e Boko Haram. 

Salamata [nome fictício por motivos de segurança], ainda lembra do dia em que os jihadistas mataram o pastor e outros homens da igreja onde frequentava em seu país. A vida já não era fácil para ela, que perdeu a mãe e, aos três anos de idade foi viver com os avós paternos, como mandam os costumes muçulmanos locais.

Quando estava na escola primária, seu pai teve um encontro com Jesus e as coisas começaram a mudar. Os avós de Salamata, aceitaram a conversão do filho, mas se preocuparam quando outros familiares passaram a seguir a Cristo também. Por isso, a garota e todos os cristãos que viviam na mesma casa foram expulsos.

Fiel até a morte

Em busca de um colégio, o pai da cristã a levou para morar em Silgadji, uma cidade alvo de extremistas, ao norte do país. A princípio, a família cristã ficou hospedada na casa de um pastor e frequentava a igreja que ele liderava. Mas em abril de 2019, os jihadistas chegaram.

Salamata já tinha voltado para a casa do pastor quando uma outra garota chegou trazendo a notícia de que os radicais islâmicos estavam atacando a região. Então, a jovem cristã desejou fugir, mas o local já estava cercado por extremistas.

Assim que os jihadistas chegaram na igreja e perguntaram quem era o pastor, o líder se manifestou. Em seguida, os jihadistas saquearam os objetos de valor e alimentos, também atearam fogo na igreja e mandaram todos os cristãos presentes sair do local.

Todos os seis homens cristãos que estavam presentes foram ordenados a seguir para o fundo da igreja. As mulheres ficaram sentadas no meio da fumaça e começaram a ouvir tiros atrás do templo. 

“Depois que os agressores foram embora, a esposa do pastor foi ver o que havia acontecido. Ela desmaiou quando viu que eles haviam matado todos os homens”, conta Salamata. No mesmo dia, muitas pessoas fugiram da aldeia com medo de que os jihadistas voltassem e cumprissem a promessa de matar também as mulheres e crianças. 

Apesar do medo e do perigo, a jovem cristã se manteve ao lado da viúva do pastor para apoiá-la naquele momento difícil. Elas conseguiram pedir ajuda e cobrir os corpos dos seis cristãos mortos na igreja.

Atualmente, Burkina Faso ocupa o 32º lugar na Lista Mundial da Perseguição. De acordo com a Portas Abertas, a estimativa é de mais de 1 milhão de pessoas deslocadas internamente, e muitas delas são cristãs. Muitos seguidores de Jesus são expulsos de suas casas e aldeias e um grande número foi enviado para campos de refugiados. 

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