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‘Graças a eles conheci Jesus’, diz filha adotiva sobre pais cristãos

Adotada por uma família cristã quando tinha apenas 41 dias de vida, Jamine relata sua experiência.


Jamine [de blusa branca] junto com seus pais Clarice e Cláudio e os irmãos Jeison e Jeise. (Foto: Reprodução / Mães Pela Graça)


 Jamine Ebert de Mello é uma jovem feliz e grata a Deus e à família cristã que a adotou quando tinha apenas 41 dias de vida, na cidade de Itajaí, Santa Catarina. Hoje com 29 anos, ela contou seu testemunho no site Mães Pela Graça, onde destaca o amor e a gratidão como os principais sentimentos que tem.

Filha adotiva da colunista do Guiame, a psicóloga Clarice Ebert, e do Pr. Cláudio Ebert, Jamine ressalta que foi graças à sua família do coração que ela conheceu Jesus.

“Jesus foi tão bondoso e tão amoroso comigo que me deu uma família que me levou ao conhecimento da verdade. Não tenho dúvida de que minha história foi escrita por Ele”, testemunha.

Ela conta que “à medida que fui crescendo, Deus foi trabalhando muitas coisas em meu coração e perdoar minha progenitora foi uma delas. Liberar um novo olhar sobre a minha vida também”.

Jamine fala sobre a motivação de seus pais ao decidir adotá-la, especialmente já tendo filhos biológicos. “Meus pais sempre contaram que tinham esse desejo no coração: o de adotar. Eles já tinham meus irmãos, Jeison e Jeise, e mesmo assim o desejo de adotar ainda estava em seus corações”, conta.

Jamine conta que seus pais adotivos souberam de sua existência “através de uma querida irmã da igreja e foram até Itajaí para me conhecer”. Ela diz que quando chegaram para vê-la, ficaram apaixonados. “Naquele mesmo dia meu pai sentiu o imenso desejo de me levar para casa. Ele conta que até ‘brigou’ com o juiz para que pudesse me levar. E não é que deu certo?”.

Para Clarice, acolher um filho por adoção é um movimento de escolha e inclusão, em que se promove um pertencimento incondicional. Esse movimento se faz com a alma e se configura como um colo familiar repleto de afeto. Um colo que abraça de forma inclusiva todo o ser que ali se apresenta.

A psicóloga fala também da importância da reciprocidade na relação, entre pais e filhos adotados: “E o sentido de pertencimento quando se mostra recíproco, ou seja, quando o adotado também adota a família como sua, o encontro encarna uma experiência divina”.

“Assim experimentamos em nossa família. Adotamos a preciosa filha Jamine e igualmente fomos adotados por ela. Nessa reciprocidade nos encontramos conectados uns aos outros e formamos a família que somos. Muita gratidão a Deus por essa experiência imensurável”, declara Clarice.

Descoberta da adoção

Com pele morena, Jamine tem características físicas diferentes da família Ebert, mas isso nunca foi um problema para eles.

“Confesso que não me lembro de uma data específica em que descobri que fui adotada. Isso sempre foi dito pelos meus pais com muita naturalidade. Eles gostavam de ilustrar a chegada de cada um dos filhos de um jeito: o Jeison chegou por parto normal, a Jeise por cesárea, e eu a filha que nasceu do coração”, conta a jovem.

Jamine diz que só começou perceber era “diferente” devido às perguntas indesejadas das pessoas como: "Ela é sua irmã mesmo?" ou “Nossa, uma filha morena?” ou “Filha de outro casamento?”.

A jovem diz que escutou esses comentários a vida toda. “Aquilo que era natural para a nossa família não era tido como natural para os outros”, diz. A questão era ainda mais forte (para os de fora) pelo fato de a família ser de Blumenau, uma cidade de alemães, onde sua cor de pele se destacava da dos irmãos, amigos e colegas. “Os comentários se estendiam na escola, no mercado, no restaurante, na esquina, ou em qualquer lugar em que meus pais me chamassem de filha”, lembra.

“Hoje, como adulta percebo que os meus pais foram assertivos, pois sempre reafirmavam o amor deles por mim para quem quer que fosse. E ensinaram os meus irmãos a serem a assim comigo também, o que contribuiu muito para a formação da minha identidade”, garante Jamine.

O amor da família

Jamine conta que passou pela fase dos questionamentos, especialmente na adolescência. “Às vezes me sentia em uma novela, como se estivessem me contando uma mentira. Coisas que pairam na nossa cabeça, afinal, fui adotada muito nova e é normal que essas dúvidas possam surgir”, diz.

Ela destaca que seus pais sempre trataram as questões com muita naturalidade: “As minhas perguntas nunca os ofenderam”.

“Eu lembro que quando eu era adolescente, mais perto dos 15 anos, eu tive uma leve crise por não me parecer com ninguém da minha família. Acho que já estava cansada das perguntas alheias e de tentarem jogar na minha cara que não era parecida com ninguém em características físicas. Naquele dia eu chorava no colo da minha mãe, e ela simplesmente me abraçava e dizia que me entendia e reafirmava o amor dela por mim”, diz.

'Jesus foi tão bondoso'

Jamine conta que após eu ter se casado, sentiu curiosidade de conhecer seus pais biológicos, principalmente a mãe, e foi incentivada pelo marido a matar essa curiosidade. “Ele fez buscas pela internet, e embora não tenhamos certeza, acreditamos tê-la encontrado. Eu apenas a olhei, não fui atrás para conhecê-la, e tive um misto de sentimentos: pena e gratidão”, lembra.

Ela conta que o maior dos dois sentimentos que teve foi o de gratidão, pois se sua mãe biológica não a tivesse entregado para adoção, “eu provavelmente não teria conhecido Jesus, meu único e grande salvador”.

A jovem conta que aprendeu a conhecer Deus com sua própria história. “Eu entendi que a adoção é como Deus faz com todos nós. Todos nós fomos adotados por Ele para sermos chamados seus filhos. Um versículo que me acompanhou em meio às dúvidas e questionamentos foi: ‘Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti’ (Isaías 49:15)”.

Jamine diz que “essa certeza e verdade que eu carrego comigo todos os dias”. Ela diz que sua história não é pesada, não é triste, e não é de filme. É uma história comum, de uma família comum que optou em fazer crescer por meio da adoção. De pais que seguiram os direcionamentos de Deus e decidiram fazer o resgate de uma menina há 30 anos lá em Itajaí.

“Sabemos que a adoção não é para todo mundo e este resgate também não. Mas cada um de nós foi chamado para se importar com aquilo que importa para Deus”, finaliza.

Casada com Thiago, agora Jamine tem duas filhas. A mais velha é Maria Victoria (4 anos) e  a mais nova é Alice Carolina (2 anos). A mais nova também é adotiva, chegou no ano passado no meio da pandemia. "Outra linda história de amor", alegra-se a vovó Clarice Ebert.

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