Confiança na Bíblia cresce entre os americanos, revela pesquisa


Pesquisas consistentes mostram que a confiança nos Estados Unidos continua a diminuir – no governo, nas instituições e até mesmo na religião. No entanto, um novo relatório revela que muitos ainda recorrem à Bíblia, mesmo enquanto outros questionam sua relevância na vida moderna. 

Por mais de uma década, a Sociedade Bíblica Americana tem perguntado anualmente aos americanos sobre sua relação com as escrituras – perguntando quem as lê, no que acreditam e por que elas são importantes. Os resultados mais recentes revelam uma nação profundamente dividida em relação à fé e à confiança. 

Apenas 36% dos americanos acreditam que a Bíblia seja totalmente precisa, enquanto 39% dizem que não. Quase 1 em cada 5 pessoas vê a Bíblia como uma ferramenta escrita para controlar ou manipular pessoas. 

"A maioria dos americanos nunca sequer pega na Bíblia", disse o Dr. John Plake, pesquisador e Diretor de Inovação da Sociedade Bíblica Americana. "Eles não são o que chamamos de usuários da Bíblia. E o que percebemos é que a confiança se constrói sobre o relacionamento. Assim, quando as pessoas têm um bom relacionamento com a família, elas confiam na família. Se o relacionamento com a família está rompido, a confiança se quebra junto."

Essa ligação entre relacionamento e confiança vai além das escrituras. O relatório mostra que a confiança na religião organizada é de apenas 29%, enquanto a família continua sendo a instituição mais confiável da América, com 55%. Em contraste, a mídia e o governo ocupam posições de apenas 5% e 6%, respectivamente. 

"Acho que o estado da Bíblia na América é promissor", disse o Dr. Plake. "Já tivemos épocas em que éramos mais centrados na Bíblia do que somos hoje, quando havia mais pessoas que a utilizavam do que hoje; talvez até mais pessoas engajadas com as Escrituras do que hoje. Mas existe uma curiosidade e um interesse pela Bíblia que eu não via há 36 anos em ministério em tempo integral."

Os dados também revelam profundas divisões geracionais. Os evangélicos mais velhos e os protestantes negros continuam sendo os mais engajados com a Bíblia em comparação com as gerações mais jovens. Mas as gerações mais jovens estão demonstrando um interesse renovado, com o envolvimento com a Bíblia aumentando 36% entre a Geração Z e 290% entre os Millennials apenas no último ano. 

O Dr. Plake observa que a leitura da Bíblia está correlacionada com maior bem-estar. 

"Assim, analisando esse espectro, descobrimos que quanto mais engajadas as pessoas estão com a Bíblia, menores são seus níveis de ansiedade, menores seus níveis de estresse traumático, maiores seus níveis de esperança e maiores seus níveis de bem-estar humano", explicou o Dr. Plake. 

E embora muito se tenha falado sobre o crescente número de pessoas sem religião nos Estados Unidos – que agora representam cerca de um quarto da população americana –, o acréscimo de 10 milhões de novos leitores da Bíblia sugere que a curiosidade espiritual permanece viva e forte, mesmo em uma era de ceticismo. 

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