Aliados do Estado Islâmico estão avançando no Norte do país
A Organização Internacional para Migrações estima que 71.983 pessoas fugiram por causa da violência em Moçambique (foto representativa)
De acordo com fontes locais da Portas Abertas, pelo menos dez cristãos foram mortos na cidade de Memba, província de Nampula, em ataques ocorridos no início de novembro. A Organização Internacional para Migrações (OIM) estimou, na terça-feira, que 71.983 pessoas fugiram em Moçambique.
De 13 a 15 de novembro, combatentes associados ao Estado Islâmico da Província da África Central (ISCAP, do inglês) realizaram ataques coordenados nos postos administrativos de Chipene e Lúrio.
“Sobrevivi apenas pela graça de Deus. Agora estou escondido porque sou muito conhecido, e eles teriam me matado se me encontrassem.” – líder cristão que sobreviveu ao ataque
Várias casas e igrejas foram queimadas. Muitas famílias cristãs foram forçadas a fugir para distritos vizinhos em Cabo Delgado e na província de Nampula. Forças militares foram mobilizadas para conter a situação em Moçambique.
Parceiros locais da Portas Abertas relataram em 2025 a morte de 66 cristãos no Norte de Moçambique. Os ataques recentes acrescentam mais dez mortes a esse número. Sobreviventes relatam extrema brutalidade nas mortes.
Estado Islâmico avança em Moçambique
“Sobrevivi apenas pela graça de Deus. Agora estou escondido porque sou muito conhecido, e eles teriam me matado se me encontrassem”, contou um líder cristão que conseguiu escapar, cujo nome não podemos divulgar.
Cerca de 500 quilômetros ao norte de Memba, sete homens armados e uniformizados entraram na comunidade pesqueira de Mocímboa da Praia na semana passada. O imã da mesquita local, Sumail Issa, disse à CNN que só descobriu que eles representavam o Estado Islâmico depois que hastearam uma bandeira na mesquita. Foi relatado que os jihadistas estavam confiantes, e isso aconteceu pouco depois que o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foi subitamente interrompido.
Fontes da Portas Abertas afirmam que nenhuma mesquita foi destruída, enquanto todas as estruturas conhecidas de igrejas nas zonas afetadas foram demolidas. Jo Newhouse (pseudônimo), porta-voz do trabalho da Portas Abertas na África Subsaariana, compartilha a grande preocupação com a situação de segurança em Moçambique.
“Não apenas o deslocamento, causado pelos ataques, gera uma situação humanitária crítica, mas as pessoas estão severamente traumatizadas. Sem falar no impacto espiritual que esses ataques têm sobre cristãos e líderes de igrejas, sabendo que sua fé coloca um alvo sobre eles e suas famílias. Instamos o governo moçambicano a fazer tudo ao seu alcance para proteger as comunidades vulneráveis no Norte de Moçambique e restaurar a lei e a ordem”, afirma Newhouse. Você pode ajudar a lutar pelo fim da violência assinando a petição Desperta África e orando.
Pedidos de oração por Moçambique
- Junte-se a nós em oração pelas comunidades afetadas. Ore pelo conforto de Deus para aqueles que testemunharam violência extrema.
- Ore pelos deslocados e por sua provisão. Que eles vejam e experimentem Deus na provisão de suas necessidades diárias.
- Ore pela fé e pelo testemunho dos cristãos em Moçambique, para que sejam fortalecidos e não enfraquecidos por causa disso.
