Cristãos relatam ter apenas duas horas de energia por dia em Cuba

 Cuba enfrenta três semanas de protestos

Grupo de cristãos orando em meio a blecautes em Cuba

A profunda crise econômica e energética de Cuba desencadeou uma nova onda de protestos em todo o país nos últimos dias. As manifestações já duram mais de três semanas, ecoando os protestos históricos de 2024 e denunciam a falta de energia, de alimentos e insegurança que tem afetado diversas igrejas e famílias cristãs em Cuba.  

Manifestações pacíficas e protestos violentos 

“O barulho das panelas não para”, diz Gregorio, um pastor em Cuba. Para muitos, essa é uma forma de protestar contra a crise contínua. 

Embora a maioria dos protestos seja pacífica, alguns se tornaram violentos. Em 14 de março, manifestantes atacaram e incendiaram um escritório do Partido Comunista em Morón. Cinco pessoas foram detidas após o incidente. 

População cubana recebe apenas duas horas de energia por dia 

O principal problema é a eletricidade. “A maioria das pessoas recebe apenas cerca de duas horas por dia”, explica Gregorio. Fora da capital, Havana, os apagões podem durar entre 22 e 24 horas e afetam 60% da ilha, segundo o Infobae. 

A escassez de combustível agrava a situação, com preços de gasolina muito acima do que a maioria pode pagar. Um litro de gasolina pode custar duas vezes o salário-mínimo, tornando o transporte um luxo. 

Escassez de alimentos 

Os preços dos alimentos continuam subindo, tornando itens básicos inacessíveis. “Os ovos já chegaram a custar mais que um salário mensal, e os preços continuam subindo”, diz Luis, outro pastor que apoia comunidades vulneráveis em Cuba. 

Cristãos locais também relatam que muitas famílias passam fome. A falta de combustível também limita a produção e o transporte de alimentos, deixando as prateleiras quase vazias. 

Hospitais sem medicamentos e suprimentos 

Os apagões estão prejudicando o abastecimento de água e o sistema de saúde. Pelo menos 80% do sistema de água depende de eletricidade, deixando bairros sem água por dias. 

Os hospitais são especialmente afetados. “Dias sem água ou energia tornam a vida quase impossível. Pessoas estão morrendo porque não há medicamentos nem suprimentos”, diz o pastor Luis. 

Comunicações interrompidas após seis apagões em três meses 

O impacto ficou evidente na noite de 16 de março, quando um terremoto de magnitude 5.8 atingiu o Leste de Cuba durante um apagão nacional. 

O blecaute – o sexto em apenas três meses – ainda continua em algumas áreas da ilha, dificultando avaliar a dimensão dos danos e limitando a capacidade das autoridades de responder à emergência. 

Suspensão de cultos em igrejas cubanas  

Alex também aponta novos riscos: “Sem energia, as igrejas se tornam alvos fáceis para ladrões”. Como resultado, muitas congregações suspenderam os cultos noturnos ou colocaram alguém para vigiar o local durante a noite. 

Apesar dos desafios, as igrejas continuam ajudando. Com recursos limitados, algumas oferecem refeições para crianças e idosos.

Enquanto a situação não melhora, líderes cristãos pedem ajuda em oração.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem