Pastor de igreja abordada por policiais pede liberdade de culto: “Queremos fazer a obra”

A Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Curitiba teve um culto online interrompido pela polícia na semana passada. O pastor pediu liberdade de culto nas redes sociais.


Pastor Davi Secundo de Souza comenta abordagem policial em vídeo. (Foto: Facebook/Assembleia de Deus Madureira)
O pastor da Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Curitiba (PR), que teve um culto online interrompido pela polícia na semana passada, pediu liberdade de culto em um vídeo publicado na última sexta-feira (17) nas redes sociais.

Formado em Direito e Teologia, o pastor Davi Secundo de Souza disse que a denúncia anônima de aglomeração de pessoas, que resultou na chegada de 9 viaturas policiais e um caminhão guincho, foi “caluniosa”. 

“Não disseram a verdade. Se não há verdade, o crime não existe”, disse Secundo.

“Em tese, cometia-se um crime contra a saúde pública. Nós gentilmente atendemos os agentes da lei, abrindo a porta da nossa comunidade. Eles entraram e não encontraram nada além de uma filmadora, um grupo de jovens adorando o nome do Senhor e um casal de pastores que foi escalado naquele dia”, explicou.

O pastor disse que os cristãos são fiéis “aos princípios bíblicos que dizem que as autoridades devem ser respeitadas”, mas pediu que as portas das igrejas sejam novamente abertas.

“Não sei se com 10%, 20% ou 50% [da capacidade]. Não estamos pedindo a porcentagem, mas sim a oportunidade de continuar fazendo a obra que Deus nos confiou”, pediu.

“Reitero que não concordo com o isolamento, em nenhum lugar do mundo funcionou, basta ver as estatísticas”, ponderou o pastor. “Concordo com o distanciamento social? Concordo. Concordo com o uso do álcool em gel? Concordo. Concordo em lavar as mãos? Óbvio. Concordo em usar máscara? Não tenha dúvida. Mas da mesma forma, eu concordo que tenho que abrir a porta para aquele que está muitas vezes buscando um refúgio”.

Ele deixou ainda um recado para as autoridades, especialmente o governador do Paraná, Ratinho Júnior e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. “Fechem as igrejas, autoridades, e podem ter certeza que o número de infectados e mortos irá crescer, e os hospitais não darão conta”, disse. 

“Agora, convidem os pastores desta cidade para irem às portas dos hospitais levantar suas mãos e orar, convidem os pastores para ir à praça pública e orar, convidem os pastores para clamar por nossa nação, e eu tenho certeza que reverteremos esse quadro”, completou.

Veja o vídeo completo:

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