Ideologia extremista islâmica ainda está presente no Iraque

 Mesmo com a derrota militar do Estado Islâmico no país, os cristãos são muito pressionados pela maioria muçulmana

A Portas Abertas estima que dos 1,5 milhão de cristãos que viviam no Iraque em 2003, hoje apenas 220 mil permanecem no país

Há seis anos, militantes do Estado Islâmico atacaram a comunidade yazidi no Iraque e milhares de cristãos na Planície de Nínive, e as vítimas continuam esperando por justiça, segundo a advogada de direitos humanos Ewelina U. Ochab na revista Forbes. Em 3 de agosto de 2014, o Estado Islâmico iniciou um ataque aos yazidis em Sinjar, Nordeste do Iraque, matando e sequestrando aleatoriamente. Milhares de mulheres e meninas continuam desaparecidas.

Os militantes rapidamente foram para a Planície de Nínive, fazendo com que 120 mil pessoas fugissem de casa durante a noite. Ninguém sabe quantas pessoas morreram, covas coletivas continuam sendo descobertas e ainda serão por décadas. Segundo Ewelina, "para as famílias daqueles que desapareceram essa é a dura realidade”.

Enquanto as atrocidades são reconhecidas como crimes contra a humanidade, poucos responsáveis são julgados e condenados. Além disso, a ideologia continua viva e o Estado Islâmico tem usado a pandemia da COVID-19 para fortalecer sua presença, acrescentou a advogada, citando um relatório recente da Organização das Nações Unidas.

“Quando a ocupação do Estado Islâmico tiver acabado e muitos dos danos físicos reparados, o problema ainda vai continuar. O Estado Islâmico pode estar derrotado militarmente, mas a ideologia extremista islâmica continua vivendo entre as pessoas. Os cristãos ainda enfrentam muita pressão da maioria muçulmana. Como um líder de igreja no Iraque disse, eles sentem como se a sociedade estivesse os ‘vomitando’”, disse um porta-voz da campanha Esperança para o Oriente Médio da Portas Abertas.

É essa pressão, combinada com a crise econômica e a pandemia da COVID-19, que torna a vida diária um problema para muitos cristãos. Ao longo dos anos, mais de um milhão de pessoas deixaram o país, muitas delas jovens.

A Portas Abertas estima que dos 1,5 milhão de cristãos que viviam no Iraque em 2003, apenas 220 mil permanecem no país, uma queda de 87% em uma geração. Vários relatórios da Portas Abertas e outras organizações alertam que a comunidade cristã no Iraque pode ser extinta se não houver intervenção.

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