Moradores do Laos expulsam líder de vilarejo após sua conversão

A lei não proíbe a fé cristã no país, mas os costumes e as tradições ainda trazem perseguição

Kor encoraja outros cristãos perseguidos com a palavra de Deus

O pastor Kor (pseudônimo), do Laos, tornou-se seguidor de Cristo em 2020. Ele buscava cura e esperança, pois seu filho estava gravemente doente. A partir daquele momento, sua fé se aprofundou e ele acabou dedicando sua vida a servir a Deus e compartilhar o evangelho com sua comunidade. 

Antes de sua conversão, Kor era chefe do vilarejo onde vivia. “Como chefe, naquela época, eu via outros perseguirem cristãos. Eu não os perseguia, mas também não os ajudava”, conta o pastor. Ao se converter, ele enfrentaria a mesma perseguição que um dia ignorou. 

A mudança de fé não foi vista com bons olhos pelos moradores. “Os oficiais da aldeia começaram a nos perseguir diariamente depois que me converti. Os aldeões confiscaram nossa propriedade, nossa terra, nossa plantação e nosso dinheiro. Eles também cortaram a eletricidade da nossa casa”, lembra Kor. Essas táticas eram usadas para pressionar os cristãos a renunciarem à fé ou deixarem a aldeia por completo. 

Um dia, as autoridades locais lhe apresentaram um documento exigindo que renunciasse à sua fé. Ele recusou: “Eu não assinei porque, em outras áreas, há cristãos que vivem pacificamente em suas aldeias”, contou o pastor Kor, esperando reconciliar-se com os aldeões e praticar sua fé sem restrições. 

Perseguidos e expulsos 

No final de 2020, a comunidade expulsou o pastor Kor e outros cristãos que se converteram a partir de seu trabalho. O grupo mudou-se para uma plantação de mandioca a cerca de dois quilômetros da vila. 

Depois que eles partiram, as autoridades locais declararam: “Cristãos não são mais membros do vilarejo”. Para recuperar seus direitos, pastor Kor buscou ajuda de líderes locais e provinciais, bem como de organizações cristãs. Ele recebeu uma cópia da Constituição que afirma o direito à liberdade religiosa. “Pedi ajuda aos líderes e eles me deram a Constituição, então eu a apresentei às autoridades da vila e os fiz cumprir”, conta Kor. 

Hoje, os cristãos são autorizados a participar do trabalho comunitário, mas precisam alugar uma casa para permanecer ali temporariamente durante o dia. Eles ainda não têm autorização para morar permanentemente no local. Não existe lei que proíba o cristianismo no Laos, mas as tradições e as crenças locais frequentemente se sobrepõem às políticas oficiais sobre liberdade religiosa.  

“Quando me tornei cristão, as autoridades locais revogaram minha posição como chefe do vilarejo onde eu vivia. Mesmo perdendo minha posição de autoridade, isso não significou nada para mim. Meu desejo é cuidar dos cristãos e andar com Cristo”, diz pastor Kor. 

Fortalecidos pela palavra de Deus 

Houve momentos em que Kor se sentiu exausto e sem esperança. “Eu me sentia com raiva dos perseguidores, mas não podia fazer nada. A Bíblia ensina que, se eu acreditar em Cristo, enfrentarei perseguição. Preciso continuar obedecendo à sua palavra e ser paciente”, acrescentou o pastor. 

Ele encontra encorajamento na comunhão com seus irmãos em Cristo e alegria ao fortalecê-los. “Com a palavra de Deus, vamos encorajar uns aos outros. Aconteça o que acontecer, devemos permanecer próximos e unidos em Cristo”, diz Kor. 

Atualmente, o pastor realiza cultos aos domingos em sua casa e participa dos treinamentos oferecidos por parceiros de campo da Portas Abertas. À medida que o número de participantes cresce, não há espaço suficiente para todos. Kor pede orações para que uma igreja possa ser construída para acomodar a congregação em expansão. 

Você pode ajudar os cristãos no Laos 

Sua doação permite que a Igreja Perseguida no Laos receba ajuda emergencial e treinamento para enfrentar a perseguição biblicamente. Contribua e faça a diferença

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