A Colômbia ocupa a 47ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026
Eva e seus filhos são vítimas da violência contra cristãos em meio aos conflitos armados na Colômbia
*Nomes alterados por segurança.
A Lista Mundial da Perseguição (LMP) reúne e classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A pesquisa da Portas Abertas é feita anualmente, assim, os resultados de 2026 refletem a análise feita no período entre outubro de 2024 e setembro de 2025. Entenda a metodologia da Lista Mundial da Perseguição 2026, os critérios da pesquisa e suas etapas.
A Colômbia faz parte do ranking, na 47ª posição. O país reflete como a instabilidade e o controle territorial dos grupos armados impactam diretamente a igreja local. Nesse contexto, histórias como a de Eva* revelam a dor, mas também a fé perseverante da Igreja Perseguida.
Há perseguição aos cristãos na Colômbia?
Sim. Apesar da forte presença cristã no país, em áreas remotas, é comum que seguidores de Jesus enfrentem pressão e violência por causa da fé. Os índices de ataques e pressão fazem com que a Colômbia seja um dos quatro países da América Latina que fazem parte da Lista Mundial da Perseguição 2026.
A perseguição aos cristãos na Colômbia está fortemente ligada ao avanço e à atuação de grupos armados ilegais, como guerrilhas, cartéis de drogas e milícias locais. Eles veem o cristianismo como uma ameaça à sua autoridade.
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| Quando John abandonou a guerrilha para seguir a Jesus e se tornar pastor, enfrentou grande pressão na Colômbia |
Mesmo após acordos de paz nos últimos anos, a realidade no país mostra que a estabilidade ainda é frágil. Em áreas rurais, líderes cristãos são pressionados a colaborar com atividades ilegais ou se calar diante da violência. Aqueles que se recusam a obedecer enfrentam intimidações, ameaças e até assassinatos. Entenda essa realidade por meio do testemunho do pastor John, um ex-guerrilheiro que se entregou a Jesus.
Além disso, cristãos de algumas comunidades indígenas enfrentam dupla vulnerabilidade: por sua fé e por resistirem a práticas tradicionais contrárias ao evangelho. Isso resulta em exclusão, perseguição e pressão constante para abandonar a fé. Saiba mais sobre os desafios de cristãos em algumas comunidades indígenas.
Como os grupos armados impactam a igreja local?
Os grupos armados atuam como autoridades paralelas em diversas regiões da Colômbia, impondo regras que limitam a liberdade religiosa. Em áreas sob seu controle, a igreja é frequentemente monitorada e tem suas atividades restringidas.
Pastores e líderes cristãos são alvos frequentes desses grupos, pois a influência da igreja desafia a estrutura de poder deles. A recusa em cooperar com práticas ilegais – como transporte de drogas, recrutamento ou extorsão – pode ter consequências graves.
Cristãos também correm riscos simplesmente por viverem nesses territórios. Cultos podem ser interrompidos, o evangelismo é proibido e as reuniões cristãs são vistas com desconfiança. Segundo a Portas Abertas, essa pressão constante gera medo, deslocamento forçado e, em casos extremos, violência fatal.
Eva: testemunho de fé de uma viúva cristã em meio à perda e ao medo
A história de Eva ilustra de forma profunda a realidade da Igreja Perseguida na Colômbia. Em janeiro de 2025, seu marido, o pastor Fredy*, foi assassinado após se recusar a atender às exigências de um grupo armado.
Após um culto, ele foi abordado e morto por permanecer fiel aos seus princípios cristãos.
“Queriam que ele fizesse coisas contra a vontade dele e contra sua fé.”
— Eva
A tragédia transformou completamente a vida da família. Eva ficou sozinha com três filhos, enfrentando não apenas o luto, mas o medo constante. Um dos filhos não conseguia dormir, outro vivia em pânico e uma das filhas, que presenciou o crime, passou a receber ameaças.
“Eu não tinha paz. Mas, mesmo assim, nos apegamos a Deus.”
— Eva
Encontrando refúgio e recomeçando
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| Mãe e filha de mãos dadas na Colômbia (foto representativa) |
Logo após o ataque, Eva e seus filhos precisaram fugir. Com apoio da Portas Abertas, foram levados a um local seguro, onde receberam cuidado psicológico, apoio espiritual e assistência prática.
Esse período foi essencial para que ela começasse a lidar com a dor. Em meio ao sofrimento, Eva escreveu uma canção em memória do marido. O que começou como um lamento, aos poucos, se transformou em um processo de perdão.
“Aprendi a buscar mais a Deus e a enfrentar meus medos. Minha alma queria se encher de raiva, mas Deus tem me ensinado a perdoar.”
— Eva
Quando o medo retorna
Após alguns meses, Eva voltou à sua cidade para reconstruir a vida. No entanto, a violência voltou a crescer, e os grupos armados retomaram o controle da região.
As ameaças recomeçaram. Ela passou a receber mensagens exigindo que assumisse o lugar do marido nas atividades ilegais. Diante disso, precisou fugir novamente com os filhos.
Hoje, a família vive em um local confidencial por segurança. Mesmo assim, Eva continua confiando em Deus:
“Sei que há pessoas orando por nós. Por favor, ore para que eu continue, porque agora tenho responsabilidade de mãe e de pai ao mesmo tempo.”
— Eva
A Portas Abertas segue ao lado de cristãos como Eva, oferecendo suporte emergencial e encorajamento espiritual. Saiba mais sobre como apoiar cristãos perseguidos na Colômbia com uma doação.
Ore pelos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2026: Colômbia
Deus de toda consolação, acolha aqueles que foram afetados pela perseguição na Colômbia com a sua paz que nunca falha.
Conceda a eles força para hoje e uma viva esperança para o amanhã. Continue a encorajá-los em meio à oposição e proteja-os de todo mal.
Ajuda os seus filhos a serem prudentes como as serpentes e simples como as pombas, e, por meio de seu testemunho perseverante e brilhante, atrair pessoas a Jesus e transforma comunidades.
Leve paz às regiões marcadas pelos conflitos, nós pedimos ao Senhor.
Amém.

