Evangélicos se manifestam pelo Dia da Bíblia na Guatemala

 

A Aliança Evangélica da Guatemala expressou sua posição sobre a análise do Tribunal Constitucional ao Decreto 5-2025. A organização afirmou que a comemoração reconhece a herança cultural da Bíblia e convocou um debate público respeitoso dentro do âmbito da liberdade religiosa e do Estado secular. Foto: Congresso Guatemalteco

A Aliança Evangélica da Guatemala divulgou uma declaração pública na qual expressou sua preocupação com a polarização gerada em torno do Decreto 5-2025, um regulamento que estabeleceu a comemoração do Dia da Bíblia e que atualmente está sob análise do Tribunal Constitucional.

A declaração institucional foi dirigida ao Tribunal Constitucional, ao Congresso, ao Executivo e à comunidade evangélica. Lá, a entidade afirmou que o debate público deve ser desenvolvido com respeito e sem estigmatização das posições, reafirmando seu compromisso com a liberdade religiosa, a dignidade humana e a ordem constitucional.

A declaração ocorre em um contexto marcado pela análise de uma ação de inconstitucionalidade contra o Decreto 5-2025, que declara o primeiro sábado de agosto como o Dia Nacional da Bíblia. O regulamento foi aprovado pelo Congresso da Guatemala em agosto de 2025 e entrou em vigor após sua publicação oficial.

O decreto estabelece que a data busca reconhecer o impacto histórico, espiritual e cultural da Bíblia na sociedade guatemalteca e promove a realização de atividades educacionais, cívicas e culturais relacionadas ao seu conteúdo.

A Aliança Evangélica destacou que a comemoração não implica o estabelecimento de uma religião oficial, mas constitui um reconhecimento do patrimônio cultural e ético presente na nação. Eles também expressaram confiança de que a Corte realizará uma análise técnica de acordo com a doutrina constitucional e a legislação vigente, respeitando tanto a liberdade religiosa quanto a natureza secular do Estado.

A organização também enfatizou que, para amplos setores da população, a Bíblia representa uma fonte de valores e coesão social, e sustentou que sua contribuição histórica e social transcende as denominações religiosas. Nesse sentido, ele defendeu que o debate público fosse mantido dentro dos quadros de coexistência plural.

A origem do conflito legal está ligada ao processo que solicita a declaração inconstitucional da lei que estabeleceu o Dia da Bíblia. A discussão gerou posições opostas na sociedade e nas esferas religiosas e políticas sobre o alcance do secularismo e a presença de expressões de fé no espaço público.

A aprovação do regulamento foi dada pelo Congresso como medida de urgência nacional e com o apoio da maioria legislativa, dentro do procedimento ordinário para a criação de leis na Guatemala.

Enquanto aguardam a resolução do Tribunal Constitucional, o caso é posicionado como um precedente relevante na relação entre legislação, liberdade religiosa e secularismo na Guatemala. A decisão final definirá se a comemoração do Dia da Bíblia permanece uma política pública ou se seu arcabouço legal será modificado com base na interpretação constitucional.

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